Preço da energia e dos insumos subiu muito
Economia – 27/10/2007
Preço da energia e dos insumos subiu muito
O avicultor Josevaldo Cavalcanti, de Vila Vargas, contou que quando entrou na produção pagava de R$ 70 a R$ 80 o caminhão com casca de arroz para fazer a cama de frango. Hoje o preço varia de R$ 380 a R$ 400, enquanto o valor da ave não mudou muito nos últimos anos, mesmo com o aumento das exportações e na cotação da tonelada.
A sua renda bruta, que variava de R$ 4.000 a R$ 5.000 por mês, caiu para R$ 3.000. Somente com a energia elétrica gasta de R$ 1.000 a R$ 1.200. Computadas as demais despesas com o aviário, “estamos pagando para trabalhar”. Somente no entorno de Vila Vargas, a 22 km de Dourados, quatro granjas estão vazias.
O presidente da associação lembrou que para os frangos mais tardios, desalojados aos 49 dias, a indústria paga menos de 20 centavos, “mas existem casos do avicultor receber dez, cinco, até dois centavos por ave”. Desconfia que “alguma coisa está errada, como uma ração mais fraca, que não desenvolve o frango normalmente”. Acrescentou que, se o produtor não receber R$ 0,15 por cabeça, não conseguirá pagar a energia.
Nas últimas semanas, a Avipal passou a depositar na conta dos seus integrados um dinheiro extra chamado de “gratificação sanitária”, que varia de R$ 300 a R$ 1.000, segundo Alberto dos Santos, “que pode ser um sinal de que a indústria reconhece a baixa remuneração”.
No sul do Estado funcionam apenas dois abatedouros de frango de larga escala: a Avipal em Dourados e a Doux/Frangosul, em Caarapó. (Correio do Estado).
Fonte: Folha de Dourados



