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Praça do Cinqüentenário é palco de prostituição infantil

Moradores e trabalhadores da região denunciam uso de drogas, baderna e meninas de 10 a 15 anos fazendo "programa" na praça

Denúncia – 18/02/2008

Projetada pelo renomado arquiteto de Jaime Lerner, a Praça do Cinqüentenário foi construída em 1985 pelo ex-prefeito Luiz Antônio Gonçalves. Dotada de concha acústica e iluminação diferenciada foi considerada, na época, como uma das áreas de lazer mais modernas do país. Mas há mais de dez anos é pouco utilizada pelo poder público. Hoje a praça padece com a ação de vândalos e a presença de desocupados, traficantes, drogados e prostitutas. Segundo relatos de moradores da vizinhança, muitas seriam crianças entre 10 e 15 anos de idade.
Quem visita a praça localizada na Cabeceira Alegre, ao lado do antigo campo de treinamento do Ubiratan Esporte Clube, de dia vê o produto do que acontece à noite, principalmente depois das 21 horas: pichações, depredação do patrimônio público, cheiro de urina, preservativos usados, fezes humanas, embalagem de drogas e muito lixo. Até mesmo a placa de bronze inaugural foi levada e provavelmente vendida em algum ferro-velho da cidade.
Segundo o frentista de um posto nas imediações M.L., de 54 anos, os freqüentadores noturnos aproveitam-se da escuridão quase que total em virtude da depredação das luminárias e roubo da fiação elétrica para cometerem os delitos. “Depois das nove horas da noite, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados, grupos de jovens invadem a praça para consumir bebidas alcoólicas, drogas e transarem, a maioria, menor de idade”.
Quanto à prostituição, as mulheres, crianças e jovens aproveitam a existência de postos de combustíveis naquela região da cidade. Os motoristas de caminhão são os principais fregueses. “Eles correm riscos de pegarem doenças venéreas ou até mesmo em serem assaltados pelos companheiros destas garotas, que assim como elas, na maioria das vezes fazem o uso de bebidas alcoólicas e drogas”, conta L.A.S., de 48 anos, e que mora na região há 15 anos.
Além de lembrar do passado não muito distante, quando a Praça do Cinqüentenário era um dos principais cartões postais da cidade e um local agradável e extremamente familiar, animada com atividades culturais e de lazer, os moradores daquela região questionam a atuação da Guarda Municipal (criada para preservar o patrimônio público) e da Polícia Militar, que “se limitam apenas a passar em torno da praça e não fazem vistorias pelos gramados e principalmente na área da concha acústica, que por ter camarins e palco aberto, favorece a ação dos usuários de drogas e das prostitutas”.
Vale ressaltar que naquela área pública funciona ainda uma biblioteca municipal; a sede do Sebrae e a Escola Rosa Câmara. Cada um destes órgãos mantém apenas uma pessoa para fazer a segurança, mas pouco pode fazer para conter o vandalismo e a desordem.

Fonte: Folha de Dourados

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