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Povo lota a Câmara em vigília contra projetos impopulares do prefeito Ari Artuzi (PDT)

Depois de despertar a ira da oposição e indignação da população, Artuzi, que é investigado por irregularidades, retirou quatro projetos

Cidadania – 14/12/2009

Cerca de duzentos manifestantes voltaram a lotar o plenário da Câmara Municipal de Dourados para acompanhar a votação de vários projetos polêmicos na ultima sessão ordinária do ano.
Ao contrário da sessão da semana passada quando a Câmara ficou repleta de servidores públicos e professores desta vez enchem as cadeiras da Câmara lideranças comunitárias e moradores de diversos bairros da cidade.
Na realidade, o povo deu exemplo de cidadania ao lotar o plenário do Legislativo numa espécie de vigília contra os projetos impopulares do prefeito Ari Artuzi, como o aumento descabido do IPTU e o fim de eleições diretas para diretores de escolas municipais e no Instituto de Previdência Municipal – o Previd.
Na pauta da ultima sessão do ano foram retirados quatro projetos considerados polêmicos e que provocou a “ira” da oposição e despertou a indignação da população e de dirigentes de entidades da sociedade civil.
Além do projeto de lei que previa aumento no IPTU, foram retirados da pauta da sessão os projetos sobre os novos salários dos médicos, que previa o parcelamento de uma dívida de quase R$ 2 milhões do Hospital Evangélico com a Prefeitura Municipal e outro que altera o Código Tributário Municipal.
Os três projetos, segundo o presidente da Câmara Sidlei Alves (DEM) serão votados em sessão extraordinária que deverá acontecer na manhã da próxima sexta-feira. Como a sessão será convocada pela própria Câmara os vereadores não terão direito a “jeton”.
Esse é uma medida acertada de Sidlei Alves. Afinal, pegaria muito mal os vereadores receberem jetons, pagos com dinheiro do contribuinte, para concertar mais uma trapalhada da atual administração, que sofreu uma devassa da Polícia Federal no meio do ano, quando 11 membros do primeiro escalão foram presos e e muitos deles já sendo processado pelo Judiciário. Artuzi, sua esposa Maria estão sendo investigados pelo Ministério Público e Polícia Federal, por supostos crimes contra o patrimônio público.
Como o prédio da Câmara está em reformas a entrada e saída de pessoas mudou de local enquanto que a segurança foi reforçada para evitar possíveis “transtornos”. (Nicanor Coelho e José Henrique Marques)

Fonte: Folha de Dourados/Midiamax

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