Postos culpam entressafra, ICMS e normas ambientais pelo aumento do álcool
Região – 27/11/2007
O preço do álcool nos postos de combustíveis de Campo Grande está tendo aumento médio de 16% e os postos revendedores não descartam novos reajustes. Segundo os revendedores, a variação de preço, uma das mais altas do país, leva em conta a entressafra da cana, que obriga a usinas a reduzirem o volume de produção nessa época. Outro fator apontado pelos revendedores é a carga tributária. Segundo o Sinpetro, o preço do álcool subiu nas bombas de R$ 1,54 para R$ 1,73. Em Mato Grosso do Sul, o ICMS é de 25%. Nesse caso, segundo os donos de postos de combustíveis, a conta acaba sendo paga pelo consumidor. Toda alteração de preço entre a usina e revendedores é repassada ao preço final dos combustíveis, incluindo a gasolina, por causa da adição do álcool. Em função da composição, na proporção de 25%, a gasolina vem registrando aumento entre 5% e 6 %. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sinpetro), Nilton Braz Giraldelli, o Estado tem uma das maiores alíquotas de ICMS do país. “Nos Estados do Paraná e São Paulo, o valor da alíquota cobrada é de 12 %, nós pagamos 25%, o que reflete no custo final do produto que, infelizmente, pode aumentar mais”, diz Giraldelli. Segundo ele, neste período do ano, segundo o vice-presidente, as usinas deixam de produzir e parte da produção segue para o mercado externo. “As usinas praticamente param em novembro e voltam somente em Janeiro, e os custos para mantê-las são altos”, afirma. Outro fator atribuído ao aumento dos combustíveis de acordo com o vice- presidente do Sinpetro-MS são os gastos que os donos de postos estão tendo para reformar seus estabelecimentos. Para o Sinpetro, são gastos necessários, porque os revendedores estão submetidos a normas que exigem uma estrutura mínima exigida pela Secretaria do Meio Ambiente, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais. “Essa adequação dos postos tem gerado um custo de aproximadamente R$ 350 mil em postos pequenos e podendo chegar a R$ 600 mil em grandes postos”, lembra, mencionando, entre as adequações a substituição de tanques, tubulações e bombas e descontaminação do solo. .
Fonte: Folha de Dourados



