José Tibiriça Ferreira Martins
Eu e minha esposa fizemos uma visita à minha tia Lourença Gomes Martins e à prima Helena, sua filha, o Cezar outro filho não estava no momento.
A tia completou no mês de outro passado 97 anos, continua muito lúcida, ativa e trocamos algumas informações. Conheceu Dourados antes da emancipação quando era uma vila de poucas casas.
Nasceu na fazenda da Resignação, hoje colônia militar dos dourados no dia 15/10/1923. Era casada com Juvenil Gomes Martins, falecido e dos quatro filhos e filhas tem ainda a Helena Gomes Martins e Ramão Cezar Gomes Martins vivos.
Viveu na fazenda até se casar, morou em vários lugares como Picadinha e atualmente mora no bairro parque alvorada.
Na infância presenciou muitos fatos da história na região onde viveu com a mãe Sylvia Gomes e a vó Carlota Almerón López Gomes.
Sua mãe doou ao exército antes de falecer parte da Fazenda para que se construísse o Parque Histórico Militar dos Dourados, hoje bem organizado. Foi na época encarregado o cel. Santiago Cancelo para ser o administrador. Ali ele morou e se dedicou até o falecimento. Ambos estão sepultados na entrada do lado direito a cerca de 100 metros do parque, assim foi o sonho dela. Ele cumpriu a missão, apenas por um descuido dos herdeiros, infelizmente a sepultura do major João Luiz Gomes foi retirada e seus ossos colocados fora do parque.
Queremos futuramente requerer ao 10 RC que se faça simbolicamente uma pequena sepultura no local onde ela existia. Junto também o mapa que consta do livro escrito pelo gal. Valentim Benício da Silva, com dedicatória de 01/07/1938, à minha bisavó Carlota após ter contribuido com informações para a equipe do EB fazer o levantanento.
O livro foi entregue a meu pai pelo irmão da doadora Manoel Gomes na última visita que ele fez a minha bisavô Carlota, hoje está em minhas mãos. Entreguei várias cópias ao EB e pessoas interessadas na história e a alguns membros da minha família.
No dia 29/12 completa-se 156 anos da invasão paraguaia quando o tenente Antonio João foi morto com mais 15 soldados.
Nascido em Poconé, as comemorações alusivas ao feito eram realizadas no dia do seu nascimento 24/11, aberto aos visitantes, mas este ano apenas por integrantes do EB.

Participei de várias festividades organizadas pelo 10 RC de Bela Vista, com o apoio do historiador capitão da reserva Krugeston Matos. Ele nos auxiliou também no impasse em Dourados quando um “historiador” protocolou um requerimento na Câmara de Vereadores de Dourados com a intenção de retirar do brasão a frase: Dourados, terra de Antonio João. Conseguimos ganhar a batalha, ele com seu grupo, derrotados bateram-se em retirada, não precisamos usar de baionetas e espadas, que estavam no paiol para serem usadas caso fossem necessárias.
Esperamos continuar participando no próximo ano com as graças do GADU das festividades na colônia.
Minha tia Lourença recebeu uma homenagem ali em 2014, com os integrantes da família.
Publico algumas fotos do ano de 1929, reproduzidas do livro.















