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Polícia tenta identificar dupla executada a tiros na fronteira

CORONEL SAPUCAIA – 20/10/2009

 
 
  Waldemar Gonçalves – Russo
 
    Pelo menos até agora pela manhã, a Polícia Civil de Coronel Sapucaia, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com Cápitan Bado, no território paraguaio, ainda não tinha nenhuma identificação de duas pessoas que foram executadas com tiros de grosso calibre.
    Por outro lado, segundo apurou a polícia, mensagens encontradas nos telefones celulares das vitimas, davam conta de que elas seriam de Olímpia, cidade que fica localizada no interior paulista.
    Ainda de acordo com a polícia, a dupla com característica de ser oriental, uma com aparência de ter 25 anos e a outra entre 18 e 20, teriam vindo até a cidade para fazer uma cobrança, porém acabaram sendo recebidos com tiros de escopeta calibre 12, na cabeça e pelo corpo.
    Para a Polícia Civil acredita-se que provavelmente a dupla tenha sido vítima de execução sumária, já que elas apresentavam um ferimento provocado por espingarda calibre 12 na altura das suas nucas e outros pelo corpo, provavelmente de pistola calibre ponto 40 milímetros. No local os policiais civis que atenderam a ocorrência juntamente com a militar recolheram cápsulas de ponto 40 deflagradas.
    Dos corpos das vitimas segundo a Polícia Civil foram colhidas as digitais delas e em seguida foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) de Ponta Porã para serem submetidos a exames de necropsias, posteriormente ficarão à disposição de suas respectivas famílias, caso forem identificadas oficialmente.
    Com relação ao duplo homicídio, ele aconteceu noite de ontem na avenida Internacional da cidade que faz fronteira seca com o território paraguaio, a cerca de 300 metros da delegacia de Policia Civil e a poucos metros da linha de fronteira com o Paraguai, sentido Coronel Sapucaia a Paranhos.
    Com relação às causas da dupla execução, a polícia não descarta que esteja ligado ao envolvimento das vitimas com grupos ligados ao narcotráfico ou com o contrabando, que infestam aquela região da fronteira.
    A polícia espera pela identificação da dupla, para através da família dela tentar saber do porque ela estaria na região, que é proporcionalmente apontada como uma das mais violentas do território brasileiro, conforme atestou uma pesquisa.

Fonte: Folha de Dourados

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