A Polícia Civil retomou ontem, segunda-feira (20), as buscas pelo comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, desaparecido desde a noite de quinta-feira (16).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a principal hipótese é que Marcelo tenha sido morto após criminosos terem sacado dinheiro da conta pessoal dele, na sequência de um roubo.
Até o momento, três homens foram identificados como envolvidos no crime, sendo um deles recapturado durante as diligências, diz a pasta.
“As investigações apontam que Marcelo Magalhães foi atraído pelos suspeitos para uma área de mata, onde teria sido morto após ter valores transferidos de sua conta bancária. O corpo ainda não foi localizado. O veículo da vítima foi encontrado abandonado e foi apreendido para perícia. As investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer completamente os fatos”, disse a SSP por meio de nota.
A operação de busca pelo comerciante começou no sábado (18) e concentra-se em uma área de mata da Sabesp, na Rua Patrocínio Paulista.
Participam das buscas equipes do 33º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, do Canil do 5º BAEP, apoio do Canil da Guarda Civil Municipal, drones e do helicóptero Águia PM, equipado com câmera de imagem térmica.
Segundo o boletim de ocorrência, Marcelo mora sozinho em um condomínio na Estrada da Fazendinha e foi visto pelas câmeras de segurança saindo de casa com o próprio carro por volta das 20h30 de quinta-feira.
Cerca de meia hora depois, às 21h, ele foi visto em um bar, também na Estrada da Fazendinha, acompanhado de um homem conhecido pelo apelido de “Fumaça”. Segundo a polícia, os dois estavam bebendo no local. Em seguida, Marcelo teria deixado o bar sozinho com o veículo.
O comerciante não foi mais visto desde então.
Às 22h50, o carro dele, um utilitário blindado branco, foi abandonado na Rua das Andorinhas, na altura do número 100, em Carapicuíba.
Segundo o boletim de ocorrência, um homem desconhecido, descrito como magro, alto, usando blusa preta, capuz azul, calça jeans clara e tênis branco, estacionou o veículo e fugiu correndo.
Um morador da rua acionou a Polícia Militar. Conforme o boletim, policiais militares e familiares de Marcelo mexeram no interior do carro antes da chegada da Polícia Civil, o que pode prejudicar uma eventual coleta de impressões digitais.
A família informou à polícia que havia marcas de chinelo ou de outro tipo de calçado no capô e no para-brisa do veículo. A mãe de Marcelo afirmou que o filho não possui antecedentes criminais, nunca relatou ter sofrido ameaças e não é usuário de drogas.
O boletim também aponta que “Fumaça”, a última pessoa vista com Marcelo, já teria apresentado pelo menos três versões diferentes sobre o desaparecimento.
O veículo foi recolhido e encaminhado ao pátio, onde permanecerá isolado para eventual perícia. O caso ocorreu em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
(Informações g1)




