Policia Militar é preso acusado de homicídio
MT – 23/01/2010
O policial militar de Sinop, Rosemir Ferreira de Morais, 30 anos, deve ficar preso em Cuiabá à disposição da Justiça.
Ele foi detido por força de um mandado de prisão preventiva em casa, no Jardim Novo Estado.
Rosemir Morais, que estava afastado dos serviços da corporação, é acusado de matar o jovem Thiago Rodrigo de Moraes da Silva, de 18 anos.
O corpo do rapaz foi localizado em um rio na fazenda Missioneira, a cerca de 60 quilômetros de Sinop, sentido Juara, na última terça.
A vítima estava com pés e mãos amarradas por cordões de nylon, tinha uma perfuração no tórax e escoriações nas costas.
O corpo já estava em avançado estado de decomposição e foi reconhecido pela família por causa de uma tatuagem na perna e uma pulseira.
Segundo a mãe, ele estava desaparecido há alguns dias.
A vítima tinha saído de casa e dito que iria trabalhar na casa de um ex-policial.
Ainda conforme relato da mãe, horas depois, o ex-policial foi até a casa onde eles moram e disse que Thiago da Silva tinha roubado algumas coisas da residência dele.
Após este fato, o jovem não retornou mais para casa.
Segundo a Polícia Civil, que realizou a prisão, o policial já tinha sido denunciado como suspeito pelo desaparecimento da vítima e já estava sendo investigado antes mesmo da localização do corpo.
Testemunhas foram ouvidas e alegaram ter sido ameaçadas por Rosemir Morais.
Após ser preso, o soldado negou envolvimento no crime e confirmou que foi até a casa da família, mas não soube mais do paradeiro de Thiago da Silva.
Logo após ele foi recambiado para a Capital.
Esta é a segunda ocorrência envolvendo um policial militar este mês na cidade.
Três militares estão sendo investigados pelo envolvimento na morte do jovem Juliano Ferreira da Cruz, 21 anos, no início de janeiro.
Foram denunciados pela família o 2º tenente Efraim Augusto Gonçalves e os soldados Sílvio Augusto Carvalho Carneiro e Wilson Egues dos Santos.
Os três são suspeitos de ter espancado a vítima, o que teria provocado sua morte no hospital.
Esta semana, eles foram ouvidos na primeira oitiva do processo investigativo realizado pela corporação.
Na oportunidade, mantiveram a versão que haviam dito em depoimento, de que Juliano da Cruz foi preso no bairro Menino Jesus após denúncia, com trouxinhas de maconha e se afogou ao fugir em direção de um lago.
Fonte: Folha de Dourados



