Polícia esclarece homicídio em Itaporã
Itaporã – 05/12/2007
A Polícia Civil de Itaporã esclareceu o homicídio de Willian Nunes Barbieri, 18 anos, vulgo “Baixinho” ocorrido na madrugada do dia 19 de novembro na Praça São José em Itaporã.
Segundo o Dr. Winston Ramão Albres Garcia, delegado Polícia de Itaporã, os autores são: José Carlos Gonçalves Vermieiro, 18 anos e o menor B. M. C. de 16 anos.
Nos quinze dias de investigação para o esclarecimento do homicídio que aconteceu em praça pública, onde famílias se reúnem nos finais de semana, mais de 20 pessoas foram ouvidas, entre elas menores acompanhados de genitores e conselheiros tutelares.
Os Fatos
Segundo as declarações, havia uma desavença entre o menor B. M. C., relacionada a um acerto de contas. No dia do fato Willian e outros amigos foram convidados para irem até o centro da praça, para fumarem um “baseado” (cigarro de maconha), o que somente “Baixinho”, José Carlos e o menor foram até o local. Um amigo menor D. M. saiu para buscar um cigarro comum e quando se dirigiu para o interior da praça viu B. M. C. e José Carlos esfaqueando “Baixinho”. O menor D. M., 17 anos, saiu correndo em busca de um telefone para pedir socorro.
Baseado nas informações, José Carlos e B. M. C., tentaram agredir Willian por causa do acerto, sendo que este portava um canivete e tentou se defender sendo imobilizado e esfaqueado por José Carlos, e que ao final o menor B. M. C., pegou o canivete perfurando o pescoço de Willian, sendo esta a lesão fatal.
Quando José Carlos foi retirar o canivete de “baixinho”, este teve uma lesão no braço, que foi o ponto inicial para o esclarecimento do homicídio.
Prisão
O Delegado de Polícia requereu a prisão temporária dos acusados, para que fosse esclarecido o crime. Após a confissão, a Polícia requereu a Prisão Preventiva de José Carlos e a Internação Provisória do menor por 45 dias, baseado no Parágrafo Único do art. 108, da Lei 8.069/90 – ECA.
Já o Juiz de Direito da Comarca de Itaporã Dr. Bonifácio Hugo Rausch, concedeu a prisão preventiva de José Carlos Gonçalves Vermieiro, mas negou o pedido de Internação do menor B. M. C., mesmo reconhecendo que o ato infracional imputado ao adolescente foi muito grave e teve grande repercussão na cidade, onde foi comprovada a materialidade do delito e a existência de indícios suficiente de autoria.
Em sua decisão o magistrado afirma que a simples confissão do menor infrator por si só não justifica a prorrogação da internação provisória, pois faltavam alguns requisitos, colocando-o em liberdade.
Manifestação pública
Familiares e amigos de Willian Nunes Barbieri, o “baixinho”, farão nos próximos dias uma manifestação pública nas ruas de Itaporã, pedindo por justiça, pois não aceitam que o menor B. M. C., réu confesso do homicídio permaneça solto pelas ruas da cidade, colocando em risco outras pessoas. (Antonio Carlos Ferrari)
Fonte: Folha de Dourados



