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Polícia caça jovem que matou indígena a golpes de facão

Polícia – 30/03/2009

Investigadores da Polícia Civil de Amambai procuram três índios adolescentes que teriam participado do assassinato de uma criança de apenas 11 anos, morto retalhado a golpes de facão no início do mês der março, numa reserva indígena situada nos arredores da cidade, na fronteira com o Paraguai. A informação é do delegado que investiga o caso, Claudines Galinari, que vê o consumo de droga e álcool como a possível motivação do crime. Os suspeitos, disse o policial, fugiram desde o crime e, um deles, teria sido assassinado numa região perto da aldeia. Galinari informou que o crime ainda não fora solucionado dado às regras federais, que dificulta o acesso de policiais civis na reserva indígena, onde vivem ao menos sete mil guarani-caiovas. O delegado contou que ficou sabendo da participação dos três adolescentes por meio de testemunhas ouvidas na aldeia na quarta-feira passada. O indiozinho morto foi visto um dia antes do crime conversando com os adolescentes que, segundo testemunhas, bebiam cachaça. O delegado apurou que o menino se distanciou do grupo e deitou-se num gramado próximo, onde fora morto depois. Ele teve a mão decepada e o rosto desfigurado por golpes de facão. Desde então, os adolescentes sumiram dali. Um deles, narrou o delegado, teria sido assassinado noutra parte da reserva por circunstâncias ainda desconhecidas. ‘Errante’ O menor, havia sido adotado por uma ex-liderança da tribo indígena e era tido pela comunidade como um “menino errante”, apelido dado aos índios que saem de casa e dormem na mata que cerca a aldeia. Droga O delegado contou ainda que a droga, maconha, é levada para aldeia por índios paraguaios que atravessam a fronteira atrás de benefícios fornecidos pelo governo brasileiro, como a distribuição de cestas-básicas. Ele revelou também que a maioria dos índios imigrantes tenha entre 15 e 21 anos de idade e trabalharia em regiões que cultivam maconha no território vizinho. O delegado suspeita que os índios que venham atrás dos programas sociais trazem consigo porções da droga. “Antes, os jovens índios enfrentavam problemas devido ao consumo de álcool, agora a situação piorou com o surgimento da droga. Isso não sou eu que digo, são as lideranças das aldeias, que estão preocupadas com o envolvimento cada vez maior dos adolescentes com o vício”, afirmou o delegado.

Fonte: Midiamax News

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