PMRE é absolvido em Dourados
Polícia – 10/10/2007
Em Dourados, após oito horas de debate entre a acusação feita pelo MPE (Ministério Público Estadual), promotor Wilson Canci Júnior, e a defesa, o advogado criminalista Isaac Duarte de Barros Júnior, o réu Jorge Rodrigues Cavanha, 39, cabo/PM lotado na PMRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual), foi absolvido na última segunda-feira por seis votos a favor e um contra, após ele ser acusado de ter matado um cunhado a tiro.
No julgamento que teve seu início por volta das 13h40 na Sala do Tribunal de Júri sob o comando do juiz da 3ª Vara Criminal, Celso Antônio Schuch Santos, o corpo de jurados formado por quatro mulheres e os demais homens, acatou a tese de legitima defesa defendida pelo advogado criminalística.
O julgamento encerrou-se por volta das 20h30 com a leitura da sentença em favor do réu proferida pelo presidente do Tribunal de Júri.
O CRIME
No crime ocorrido por volta das 20h30 do dia 11 de setembro de 2002 na rua Projetada “C”, n.º 285, na Vila União Douradense, a vítima Valdenir Laureano da Silva, o “Capoeira”, que tinha 29 anos, foi executado com um tiro no rosto pelo réu, de quem era cunhado, após uma discussão entre eles.
De acordo com os fatos apurados pela polícia, a vítima estava na esquina da casa do policial rodoviário, quando deu de frente com o cunhado, e entre eles surgiu à discussão.
No calor da discussão, a vítima que estaria supostamente armada com uma faca, teria investido contra o cunhado e este de posse de um revólver, efetuou um tiro contra ela, matando-o no local.
O motivo que levou o réu a cometer o crime segundo alegou em depoimento no 1ºDP (distrito policial), consta que o cunhado algumas horas antes havia agredido a sua irmã Evanir Rodrigues Cavanha, durante uma discussão entre o casal por causa da guarda da filha deles.
Jorge Cavanha contou em declarações que ao cobrar explicações do cunhado sobre a agressão em sua irmã, este irritado teria investido contra a sua pessoa com uma faca, fator que teria lhe obrigado a atirar contra a cabeça dele, atingindo-o no rosto.
Consumado o crime, o policial militar evadiu-se do local e dois dias depois se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado e de um superior da corporação na qual estava -e está- lotado e após apresentar a arma usada no crime e uma faca que seria supostamente da vítima, prestou depoimento e foi liberado até a data de seu julgamento, ocorrido na segunda-feira última.
Durante o julgamento, o plenário contou com a participação de um grande número de militares, advogados e estudantes de Direito, além de familiares do réu.
O MPE não informou se iria ou não entrar com recurso sobre a decisão dos jurados em favor pró-réu. (Reportagem: Waldemar Gonçalves – Russo)
Fonte: Folha de Dourados



