PMDB exige retirada de candidatura do PT em Mato Grosso do Sul
Geral – 14/05/2009
O governador André Puccinelli deve aterrissar no Palácio do Planalto, nos próximos dias, para nova conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tentativa de impedir a candidatura do ex-governador Zeca do PT ou de outro petista.
A estratégia coincide com a decisão da cúpula nacional do PMDB, que já colocou na mesa de negociações a exigência de que sejam retiradas várias candidaturas regionais do PT para compensar o apoio do partido à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, à Presidência da República.
O próprio governador já demonstrou esse desejo em recente entrevista à imprensa da Capital, dizendo ter reais possibilidades de postular a reeleição sem a participação de seu principal adversário político.
Ele prevê inclusive que são de 10% as chances de conseguir que sua candidatura para o governo estadual seja única, ano que vem.
Em princípio, a estratégia peemedebista tem dado certo e não foi à toa que a cúpula nacional do PT, com o apoio do próprio presidente Lula, vetou o lançamento de candidaturas nos estados até fevereiro de 2010.
O objetivo é priorizar alianças com o PMDB e outros aliados em favor da candidatura de Dilma. Os peemedebistas ameaçam o projeto político de Lula, que é fazer a “dama-de-ferro” de seu governo sua sucessora.
A insatisfação dos líderes peemedebistas é motivada com a demissão de correligionários em cargos da Infraero. Nessa queda-de-braço pela manutenção de espaço no governo, o PMDB jogou pesado, avisando que se houvesse uma definição imediata, o partido correria sério risco de fechar acordo em favor da candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
E foi justamente por causa das disputas regionais, que o presidente decidiu iniciar imediatamente um processo de aproximação com os principais caciques do PMDB nestes últimos dias.
Em recente visita a Mato Grosso do Sul para participar da inauguração do Trem do Pantanal, Lula conversou com André Puccinelli sobre o processo sucessório e o convidou para ir a Brasília para dar seqüência aos entendimentos visando à composição de uma chapa majoritária da qual façam parte PT e PMDB.
Essa eventual composição de forças políticas é vista como remota em Mato Grosso do Sul diante das divergências e do embate histórico entre as lideranças partidárias. No entanto, há movimentos favoráveis dentro dos dois partidos.
André irá a Brasília sabendo que unir os dois grupos políticos é uma missão praticamente impossível, principalmente depois que disparou novas farpas contra os adversários.
Há dias, o governador disse publicamente ter levado para o motel eleitoral o senador Delcídio do Amaral e os deputados estaduais Amarildo Cruz, presidente do diretório regional, Paulo Duarte, Pedro Kemp e Pedro Teruel. Contudo, aposta na liderança do presidente Lula para, ao menos, implodir a candidatura de Zeca do PT, que já visita o interior em busca de apoio.
Fonte: Conjuntura



