PMDB decide adotar tática do silêncio até 2010
Eleições – 25/03/2009
A ordem no PMDB daqui para frente é manter o bico calado. Ninguém está autorizado a fazer qualquer comentário a respeito de possíveis alianças visando às eleições de 2010, quando o partido pretende reeleger o governador André Puccinelli.
A tática é dificultar qualquer especulação por parte da imprensa, que nos últimos dias tem dado enfoque à possibilidade de aliança com o PT, principal adversário dos peemedebistas em Mato Grosso do Sul, repedindo o mesmo cenário em nível nacional.
No plano nacional, o PMDB tende a apoiar à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a cúpula partidária não descarta a possibilidade de candidatura própria, o que, para analistas, seria um caminho mais distante a ser seguido devido a falta de uma liderança de abrangência nacional.
Também há a hipótese de alinhamento com o PSDB, que está dividido entre lançar o nome do governador de São Paulo, José Serra, ou de seu colega de Minas Gerais, Aécio Neves.
A estratégia do silêncio foi confirmada nesta terça-feira pelo governador André Puccinelli, 24 horas depois de a cúpula do partido ter se reunido na Capital para discutir questões “internas”.
“Só converso sobre alianças ou não após as decisões nacionais do partido, que devem ser em abril ou maio do ano que vem”, reforçou o governador na manhã desta terça-feira, repetindo o que a maioria dos integrantes da cúpula partidária havia dito.
O “veto combinado” a qualquer manifestação pública a respeito do processo sucessório ficou visível na declaração do próprio presidente da executiva regional, deputado federal Waldemir Moka, que disse estar cansado de repetir a mesma coisa à imprensa.
Moka não gostou de ser abordado ontem por repórteres que faziam a cobertura do ato de assinatura de convênios entre o governo do Estado e as prefeituras.
“Vou repetir aqui pela décima vez a mesma coisa: o PMDB vai esperar a decisão nacional, ele pode ficar com o PSDB? Pode. Pode ficar com o PT? Pode, nada impede, e tem o terceiro cenário que é candidatura própria a presidente”, disse, o parlamentar visivelmente nervoso com as perguntas.
Há informações de que Moka anda irritado nos últimos dias por causa da disputa interna no partido dentro da composição da chapa majoritária. Seu desejo é ter o aval do grupo, mas esbarra na candidatura do senador Valter Pereira, que avisou que não abre mão do cargo mesmo que o PMDB decida ceder uma das vagas ao PT, que tem como candidato o senador Delcídio do Amaral.
Fonte: Conjuntura Online



