PM detém grupo distribuindo panfletos contra Murilo
Eleições 2008 – 20/08/2008
No início da tarde de ontem a Policia Militar deteve em Dourados cerca de 15 cabos eleitorais distribuindo panfletos contra o candidato a prefeito Murilo Zauith (DEM) e ao deputado Zé Teixeira, do mesmo partido. De acordo com informações do Cartório Eleitoral de Dourados, o material estaria sendo entregue por cabos eleitorais da coligação Aliança por Dourados do candidato pelo PDT, Ari Artuzi.Um ROE (Relatório de Ocorrência Eleitoral) foi registrado pela PM e os panfletos apreendidos. Os cabos eleitorais responderão processo pelo ato e foram liberados após registro do ROE.O juiz eleitoral José Carlos de Souza, da 18ª Zona Eleitoral, disse na noite desta terça-feira que a propaganda pode ser sim caracterizada como apócrifa, ‘o que ficou pior (…)’.Ele comentou que o DEM entrou com representação contra Artuzi e encaminhou cópias ao Ministério Público Estadual (MPE). A Justiça concedeu liminar para apreender todo o material. ‘(…) Eles fizeram cópias do Correio do Estado e adicionaram algumas expressões e isso caracteriza como propaganda irregular (…) Nós recebemos denúncia e a polícia já estava investigando (…)’, afirmou. O outro lado O assessor de comunicação da campanha de Ari, Eleandro Passaia, disse que tudo não passou de um mal entendido, e que havia de fato um grupo fazendo a panfletagem, com xérox de reportagens do Correio do Estado, mas que elas obedeciam o que a Justiça estipula, inclusive com o CNPJ da coligação. Então a justiça deteve o grupo e depois de resolvido liberou o pessoal. Foi só um mal entendido, disse ele. Cópias da discórdia O conteúdo das xérox seria uma matéria publicada no jornal Correio do Estado onde um senhor de nome Carlos Aparecido Batista, que de acordo com matéria, alegou que suas declarações para prejudicar Artuzi no caso de um atentado que ele teria sofrido em 2006, foram orquestradas por Zé Teixeira, pelo vice-governador Murilo Zauith, candidato do DEM à prefeitura de Dourados, pelo ex-deputado estadual Valdenir Machado e pelo senhor Iuri. A.C (antes das cópias) Na semana passada, Zé Teixeira entregou à Casa de Leis três testemunhos registrados em cartório contra Ari Artuzi. Em um deles, o mesmo Carlos Aparecido Batista relata ter ouvido um aliado político a Artuzi contar que os tiros contra a residência do pedetista em 2006 não passaram de simulação. A idéia era gerar polêmica para que Artuzi pudesse se eleger. Porém, em depoimento prestado à polícia douradense segunda-feira (17), Batista voltou atrás nas informações prestadas a Teixeira e negou ter ouvido o relato sobre os tiros à casa do deputado. Enfurecido, Teixeira ocupou a tribuna hoje (19), para reforçar que o testemunho de Batista foi registrado em cartório. O democrata chegou a insinuar que Batista só recuou por influência de Artuzi. Ary Rigo, do PDT, partido de Artuzi, disse que não deixaria seu companheiro de partido sem defesa na Casa da Leis. Afirmou que nem Artuzi e nem o PDT provocaram quem quer que seja para que testemunhasse contra Teixeira ou negasse informações prestadas anteriormente. Sei que vossa excelência não iria entrar num submundo como este (…), o certo é que este tal de Carlos está fazendo a maior lambança, dizer que o senhor comprou não é verdade, eu gostaria que esse assunto fosse tratado pelo deputado Maurício Picarelli (PMDB), que é Corregedor da Assembléia, sugeriu Rigo, acrescentando que nem Artuzi e nem o PDT provocaram essa situação. Zé Teixeira por sua vez, além de negar qualquer tipo de acordo visando dividendos políticos, lembrou que trouxe o caso a tona apenas porque seu nome foi citado pelo próprio Artuzi como mandante dos disparados contra a residência do pedetista em 2006. Ele entregou ainda à Mesa Diretora da Assembléia, uma cópia do depoimento que Carlos deu na polícia no começo desta semana. O democrata se reportou ainda ao laudo pericial no qual a polícia descartou a possibilidade de atentando ocorrido em maio deste ano no Distrito de Panambi, em Dourados, contra Artuzi, suspeito de ter forjado os disparados contra seu próprio veículo. Uma pessoa que age desta forma não tem nenhuma credibilidade. Eu trouxe a cópia do depoimento do senhor Carlos na delegacia, confirmando que o documento registrado em cartório é verdadeiro. Não procurei e não subornei ninguém, estou fazendo um benefício à população de Dourados, onde vivo há 46 anos, fico triste em usar a tribuna para tocar nesse assunto, mas o nível desceu tão baixo que tomei a liberdade de alertar a população, desabafou Zé Teixeira, referindo-se a panfletagem de hoje. Redação douradosinforma/douradosnews/Conjuntura On-line//Midiamax e Assessoria de comunicação de Ari Artuzi
Fonte: Dourados Informa



