Piloto seria a conexão entre traficantes
Operação Sâo Francisco II – 21/08/2007
Para o delegado Godoy, responsável pela Operação São Francisco, ainda é prematuro dizer que exista uma ligação entre os traficantes Juan Carlos Abadia e Duran Bautista. Porém, existe uma suspeita que a conexão entre eles seja o piloto Milton Helfntens, conhecido como Ralf, e que foi preso ontem na cidade de São Roque, interior de São Paulo. A polícia está checando a nacionalidade do piloto, que teria passaportes venezuelano e canadense.
O delegado disse ainda que parte dos bens do traficante já está bloqueada. Duran seria proprietário de pelo menos cinco empresas, estando seu patrimônio avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões.
A empresa mais importante de Duran seria a Mariad, que em 2002 che3gou a obter permissão para captar água do rio São Francisco, chegando inclusive a fazer experimentos na área de piscicultura na cidade de Juazeiro, BA, mas a PF não sabe se era somente outra fachada.
Em São Paulo a Mariad tem um de seus escritórios e um hangar no aeroporto Campo de Marte, onde estavam as aeronaves apreendidas e avaliadas em mais de R$ 2 milhões.
Investigação
A investigação começou há dois anos e meio. Segundo o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Jaber Saadi, o mandado de prisão para Duran Bautista já havia sido expedido quando ele foi preso em flagrante na cidade de Salto, no Uruguai, com o sobrinho, Andréas Duran Parras, que mora em Sorocaba e que teve carros apreendidos ontem pela PF. Ele tinha ido buscar meia tonelada de cocaína.
O Uruguai e a Bolívia são entreposto do pó que sai da Colômbia e segue para as fazendas de Bautista no Brasil. Na Bolívia, Duran Bautista já tinha prisão decretada.
Com a prisão do megatraficante no Uruguai, a PF deflagrou a operação no Brasil, cumprindo mandados de prisão e ordens de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Ceará, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. A PF trabalha em conjunto com as polícias federais de Uruguai, Holanda, Bolívia, Inglaterra, França, Espanha, Argentina e Paraguai. Ao todo, foram presas 16 pessoas, nove no Brasil. Das sete presas no Uruguai, duas são brasileiras.
Fonte: Folha de Dourados



