Redação –
O piloto Henrique Martin, uma das vítimas da queda de um avião de pequeno porte ocorrida na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, deixa esposa e uma filha de 6 anos. Conhecido no meio da aviação sul-mato-grossense, ele costumava compartilhar nas redes sociais momentos da rotina profissional, além de registros da vida em família.
Apaixonado pela aviação, Henrique frequentemente publicava fotos e vídeos de voos, pousos e de sua atuação no Aeroporto Santa Maria, de onde decolou pela última vez. Em suas redes sociais, também demonstrava o carinho pela filha, que aparecia em diversas publicações acompanhando o pai em visitas a aeronaves e simulando os primeiros passos na profissão que ele tanto admirava.
Em uma das homenagens publicadas anteriormente, o piloto chegou a se referir à menina como sua “futura piloto”. Em várias imagens, ela aparece sentada na cabine de aeronaves, utilizando equipamentos de comunicação e acompanhando de perto a rotina do pai.
A tragédia ocorreu poucas horas após a decolagem de um avião Embraer EMB-810, matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave deixou o Aeroporto Santa Maria por volta das 6h40 e caiu minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista.
Além de Henrique Martin, também morreu no acidente a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff, que estava a bordo da aeronave.
Após horas de buscas, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram os destroços do avião espalhados por uma área de aproximadamente 20 metros em meio à vegetação. Apesar do forte impacto, a aeronave não explodiu. No entanto, o local apresentava forte odor de combustível.
As primeiras informações apontam que o piloto poderia estar tentando retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um pouso de emergência quando a aeronave perdeu altitude e caiu antes de alcançar a pista.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que o avião estava com a documentação regular, incluindo autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até junho de 2027.
As causas do acidente ainda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela segurança da aviação civil. Enquanto isso, familiares, amigos e colegas de profissão lamentam a morte de Henrique Martin, lembrado pela dedicação à aviação e pelo amor à família.



