PGR denuncia Ivo Cassol e senador Expedito Júnior
Compra de Votos – 08/08/2007
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ofereceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o governador de Rondônia Ivo Cassol, o senador Expedito Júnior (PR-RO) e mais 11 pessoas – entre elas delegados e agentes da Polícia Civil do estado – por corrupção eleitoral. Alguns dos denunciados também são acusados de formação de quadrilha e coação de testemunhas. O esquema de compra de votos denunciado tinha por objetivo favorecer os então candidatos Expedito Júnior, Ivo Cassol, Val Ferreira e José Antônio nas eleições de outubro de 2006, mediante pagamento de cem reais a quase mil eleitores. Elisa e Nonato, dois dos denunciados, percorreram postos de trabalho dos vigilantes da empresa Rocha Segurança e Vigilância Ltda. e ofereceram aos trabalhadores dinheiro para que votassem nos candidatos. O valor era depositado em contas bancárias dos vigilantes. Segundo Antonio Fernando, a execução de todo esse esquema criminoso somente foi possível graças à atuação de Expedito Júnior, Ivo Cassol e Val Ferreira. “As campanhas dos três candidatos estavam fortemente ligadas, a ponto de Expedito Júnior ser o principal financiador de Val Ferreira, e de não haver distinção entre os colaboradores contratados para as campanhas de Ivo e Expedito”, diz. Coação – Ivo Cassol, de acordo com a denúncia, utilizou o cargo de governador do estado para tentar impedir qualquer investigação a respeito da corrupção eleitoral. Ele determinou instauração de inquérito policial pela Polícia Civil, o que consistiu em “verdadeiro instrumento de coação às testemunhas” do delito. Os policiais civis, a pretexto de investigar o crime, passaram a intimidar testemunhas com ameaças veladas. “A investigação estadual foi instaurada com o claro intuito de criar fatos novos relacionados aos delitos eleitorais. Toda a farsa foi executada a mando do governador Ivo Cassol, que se utilizou do aparato da segurança do estado de Rondônia para tentar desqualificar a investigação dos crimes eleitorais imputados a ele e a seu grupo política”, afirma o procurador-geral da República.
Fonte: Folha de Dourados/MPF



