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PF encontrado morto estaria se tratando contra depressão

Polícia – 18/07/2008

O delegado da Polícia Federal Aroldo Malheiros Bastos, de 45 anos, encontrado morto com um tiro na cabeça na manhã desta sexta-feira, estaria tomando medicamentos para se tratar contra depressão, segundo informações apuradas pela Polícia Civil junto da esposa dele.
Malheiros era titular Delegacia de Defesa Institucional. Ele morava no 5º andar do edifício Ana Angélica, localizado na rua José Antônio, entre a Dom Aquino e a Marechal Cândido Rondon, no centro de Campo Grande.
O caso é tratado como suicídio. Segundo apurou o Campo Grande News, delegado teria discutido com a esposa e depois efetuado um disparo na cabeça. No chão da sala do apartamento do casal, a polícia encontrou uma estátua de porcelana quebrada.
O delegado da Depac, Rodrigo Vasconcelos Braga, diz que todos os indícios levam a crer que o delegado tenha disparado contra própria cabeça, mas as investigações vão ocorrer como de praxe.
Foi feito exame para apontar se há resíduos de pólvora nos dedos dele e também na esposa. O corpo foi encontrado no chão, ao lado da cama. A esposa dele, cujo nome está sendo preservado, disse que o delegado disparou a arma na frente dela.
Um buraco foi encontrado na janela de metal do quarto. A polícia vai voltar ao local no período da tarde para averiguar se o furo foi causado pelo projétil que atingiu o policial.
Perfil – Uma pessoa tranqüila e reservada. Essa é a imagem que os vizinhos guardam do delegado Aroldo Malheiros. Há um ano e meio ele morava no edifício.
Começou a carreira em Marilia (SP), transferido para o Mato Grosso do Sul foi lotado em Ponta Porã e depois veio para Campo Grande, onde era titular da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal.
Recentemente o policial chegou a comentar com vizinhos que se mudaria do prédio, mas acabou renovando o contrato de aluguel com a imobiliária.
Sandra Forti, de 54 anos, que é moradora do prédio, conta que por volta de 4h30 escutou o barulho de um tiro e gritos de socorro, que seriam da esposa do policial federal. “Ela dizia ‘eu te amo, não me deixa’”, conta.
A polícia foi acionada pelo porteiro. No local, os peritos recolheram lençóis, um edredon e arma. A esposa do delegado está em estado de choque.

Fonte: Folha de Dourados

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