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Perspectiva de jovens é mínima no Parque das Nações II

Folha Bairro – 03/09/2007

A marca da juventude do Parque das Nações II é a falta de incentivo e esperança na busca do primeiro emprego, visivelmente plantada no rosto de cada jovem da região. Por outro lado, a Associação de Moradores luta para levar o conhecimento para cada parte da população com a montagem de uma biblioteca pública para a população.
Atualmente, o bairro tem cerca de 9 mil habitantes. A rodovia BR – 163, que separa o bairro do restante da cidade, serve como divisor também do jovem e dos seus sonhos, quase sempre realizados do outro lado da BR.
É o caso de Thiago de Souza, 17 anos, que parou os estudos ainda no ensino fundamental por falta de expectativas. “Eu tinha que sair daqui pra ir estudar lá no centro, ai foi cansando (…) não terminei o ensino fundamental porque é muito difícil para nós que moramos tão longe se deslocar daqui”, disse o jovem.
Segundo o secretário de educação de Dourados, Antonio Leopoldo Van Suypene, o bairro tem três escolas onde são atendidas mais de 3,5 mil crianças no ensino fundamental e que existem projetos para instalação de uma escola estadual na região. “O governo do Estado já tem conhecimento da necessidade de uma escola da rede estadual no bairro e o assunto está na pauta dos parlamentares”, salientou o secretário.
Para a diretora adjunta da escola municipal Etalivio Penzo, Creuza Ribeiro Nascimento um dos maiores problemas do bairro é o grande número de adolescentes fumantes o que acaba refletindo com violência dentro do bairro. “Nós realizamos projetos todos os semestres aqui na escola, no primeiro semestre o tema foi saúde abordando os perigos do cigarro e neste semestre estamos trabalhando sobre a violência, de todas as formas, doméstica e nas ruas”, explicou Creuza.
O Parque das Nações II é conhecido pela população douradense como bairro violento, o que vale ressaltar é que vários projetos de inclusão existe na região para que este cenário seja mudado, é o que salienta a moradora do bairro há 26 anos Maria Cristina. “Entre os bairros de periferia da cidade eu tenho certeza que o Parque é o melhor (…) claro, perfeito não é, mas muita coisa ainda pode ser feita nas adjacências”, disse ela.
O presidente do bairro, Demétrio Cavalcanti, disse que o bairro conseguiu um bom desenvolvimento por ser afastado da cidade. “Mesmo longe do restante da cidade nós possuímos bons comércios aqui na nossa região, com três supermercados grandes, escolas, posto de saúde entre vários outros pontos que atenda as necessidades da população”, disse ele.

Fonte: Folha de Dourados

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