Nelson Felix dos Santos - Fotos: Ilson Boca Venâncio

Ilson Boca Venâncio –

Café, Doces, Mel e Compotas.

O feirante Nelson Felix dos Santos é natural de Dourados, nascido em 1967, no Panambi, onde seus avós Apolinário e Isolina moravam. Morou com seus pais Odilon dos Santos e Aparecida dos Santos ali até quando foi morar em Cuiabá, retornando dois anos depois para Dourados.

Para ajudar os pais nas despesas de casa passou a trabalhar como ambulante com vendas de calçados, e conta que usava a calçada para expor os seus produtos.

Depois foi trabalhar no Jornal Panorama, que havia

em Dourados e  quando as atividades do jornal se encerou, foi trabalhar  na torrefação no Café Agricultor.

Foi onde aprendeu o segredo de torrar e moer o café, enfim comprou um moedor e montou uma banca na feira para assim torrar o café em casa, e vender na feira moído na hora. Ele vende também doces em compotas, rapaduras, mel, e tudo o que pode produzir!

“A feira é para o chacareiro vender os seus produtos, o doce que faz, as frutas as verduras e tudo o que produz”, diz Nelsinho.

Ele conta que assumiu a feira com o seu trabalho em 1996,  afirmando gostar muito do que faz.

“Esse contato com as pessoas que vêm a feira me faz bem, as amizades que a gente faz com a freguesia é muito saudável, assim a gente sente prazer em vir trabalhar”.

Ele me conta que participa de outra feira no bairro Parque Alvorada, que acontece durante a semana, e que são públicos diferentes, ampliando assim, o seu conhecimento e satisfação.

“Posso dizer que a opção pelo trabalho como feirante foi uma ótima escolha, no momento estamos passando por momentos difíceis mais creio que logo as coisas vão melhorar!”

Comenta que a nossa cidade cresceu bastante, que ele morava do outro lado do córrego onde está localizada a feira central atualmente! Na época não havia ponte, só tinha um corredor público que passava do outro lado do córrego, disse ele!

Mais que hoje se sente satisfeito com o resultado do seu trabalho de feirante, dizendo que foi uma solução momentânea que vem suprindo as suas necessidades há vinte e cinco anos com a venda da feira.

Ele diz que a feira tem um bom espaço e o que falta é concluir a estrutura e ter uma gestão mais realista com as necessidades da feira!              

Bem, para mim que acabei de degustar do delicioso cafezinho torrado e moído na hora pelo feirante Nelsinho, só tenho que agradecer pela nossa conversa que resultou em mais uma história da nossa feira livre.

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