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‘Pensei que era má digestão’: Com refluxo persistente, homem descobre câncer de pâncreas avançado

O que começou como um incômodo refluxo ácido durante a Páscoa de 2023 transformou-se em uma batalha pela vida para Lawrence Fox, de 67 anos. O morador de Canterbury, na Inglaterra, é um dos sobreviventes de uma das formas mais letais de câncer: o pancreático. Sua trajetória serve como um alerta global sobre a dificuldade de detecção precoce desta doença.

Inicialmente, Lawrence tentou tratar o mal-estar estomacal com soluções caseiras. No entanto, a dor evoluiu para as costas, levando-o à emergência. O primeiro palpite médico apontava para pedras na vesícula, mas a mudança drástica na coloração de sua pele e olhos — que ficaram amarelados (icterícia) — revelou que o problema era muito mais profundo.

Exames de imagem e biópsias confirmaram o tumor no pâncreas. Sem a intervenção rápida, Lawrence teria menos de um ano de vida.

Para salvar o paciente, os médicos realizaram a cirurgia de Whipple, um procedimento de alta complexidade que remove parte do pâncreas, a vesícula biliar e um trecho do intestino. Lawrence ainda enfrentou seis meses de quimioterapia rigorosa para garantir a remissão total.

Hoje, embora livre da doença, ele vive uma “nova normalidade”, dependendo de enzimas artificiais em todas as refeições para auxiliar a digestão, função que o pâncreas operado não consegue mais desempenhar plenamente.

Fatores de Risco e Sinais

De acordo com dados oncológicos, o câncer de pâncreas é raramente detectado em estágios iniciais. Por isso, a atenção aos fatores de risco e sintomas é vital:

Sinais de Alerta:

  • Icterícia (amarelamento de pele e olhos);
  • Urina escura e fezes de cor clara;
  • Perda de peso repentina e falta de apetite;
  • Dor persistente no abdômen superior ou nas costas.

Fatores de Risco:

  • Tabagismo e obesidade;
  • Idade avançada (especialmente após os 60 anos);
  • Histórico familiar e presença de diabetes.

O caso de Lawrence reforça a máxima médica de que qualquer alteração digestiva incomum e persistente deve ser investigada com rigor. A linha entre um problema gástrico comum e uma doença grave pode ser tênue, e a rapidez no diagnóstico continua sendo a maior aliada da cura.

(Informações Portal do Ancorador)

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