Pecuaristas rejeitam programa de certificação de propriedades
ABRAS – 10/12/2009
Os
pecuaristas brasileiros rejeitaram o Programa de Certificação da Produção
Responsável na Cadeia Bovina lançado no último dia 7 de dezembro pela Associação
Brasileira de Supermercados (ABRAS), em São Paulo-SP. Os pecuaristas
tomaram essa decisão por terem sido excluídos da discussão e do processo de
elaboração do programa, que foi feito unilateralmente pela ABRAS. A posição dos
produtores foi manifestada pelo Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte
da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que congrega as
Federações da Agricultura dos 27 estados do Brasil, além da Associação
Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Nacional dos Confinadores
(ASSOCON), Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Rural Brasileira (SRB), entre outras
associações de criadores de todo o País.
Antenor
Nogueira,
presidente do Fórum, destaca que os pecuaristas não são contra a discussão de um
programa sério de certificação, que seja elaborado levando-se em consideração a
realidade das diversas regiões brasileiras e as obrigações e contrapartida de
todos os elos da cadeia produtiva. “Não somos contra discutir a implantação de
um programa de pecuária sustentável, mas não podemos aceitar que o setor
supermercadista brasileiro venha ditar e impor regras sem consultar e debater o
assunto de forma abrangente com toda a cadeia produtiva”, afirma Antenor
Nogueira.
Os
pecuaristas indagam também quais seriam as contrapartidas dos supermercados, uma
vez que as exigências do programa referem-se apenas aos frigoríficos e aos
pecuaristas. Antenor
Nogueira ressalta ainda que é preciso definir quem vai pagar
pelos custos do programa, uma vez que os pecuaristas não têm como arcar com a
certificação das propriedades. “É muito fácil impor regras aos outros elos da
cadeia produtiva, sem nenhuma contrapartida para os supermercados”, complementa
o presidente do Fórum da Pecuária de Corte da CNA.
Fonte: Folha de Dourados



