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PEC é aprovada e Dourados deverá ter 21 vereadores

O PDT teria mais dois eleitos, o PT também ganharia mais duas cadeiras,e manteria os mandatos de Elias Ishy e Zé Silvestre. Laudir Munaretto

Política – 18/12/2008

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que aumenta dos atuais 51.924 para 59.267 –acréscimo de 7.343– o número de cadeiras nas Câmaras Municipais de todo o país.
A emenda será promulgada pelo Congresso ainda hoje e entra em vigor imediatamente. O Senado aprovou ainda uma outra PEC que confirma a criação de 57 municípios que estavam ameaçados de extinção.
A primeira proposta altera a proporcionalidade de vereadores em relação ao número de habitantes do município. São criadas 24 faixas de número de vereadores: os municípios com até 15 mil habitantes terão nove vereadores, enquanto os municípios com mais de 8 milhões de moradores terão 55 vereadores.
O projeto previa que a alteração no número de vereadores já valesse para os eleitos em 2008, mas uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impediu que os novos 7.343 legisladores assumam em 2009.
A PEC foi aprovada devido a um acordo de líderes que permitiu a realização de sessões extraordinárias seguidas, contando prazos de votação –a PEC precisa ser discutida por cinco sessões, em primeiro turno, e por três, em segundo turno.
No primeiro turno, a emenda recebeu 54 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção. Poucas horas depois, no segundo turno, ela obteve 58 a favor, cinco contra e uma abstenção.
Dourados
Devido a esta aprovação, o número de vereadores de Dourados pode passar de 12 para 21, conforme prevê a tabela de cálculo do número de vagas incluída na PEC. Segundo essa tabela, municípios com população entre 160.001 e 300 mil habitantes podem ter até 21 vereadores. Os 12 eleitos em outubro e que serão diplomados hoje, para a legislatura que inicia em 1º de janeiro de 2009 e termina em 31 de dezembro de 2012 são: Sidlei Alves, Paulo Henrique Bambu, Marcelo Barros e Gino Ferreira (todos do DEM), Aurélio Bonatto e Humberto Teixeira Junior (ambos do PDT), José Carlos Cimatti (PSB), Dirceu Longhi (PT), Cláudio Marcelo Hall, o Marcelão (PR), Délia Razuk (PMDB), Zezinho da Farmácia (PSDB) e Júlio Artuzi (PRB). Com o aumento do número de cadeiras na Câmara de Vereadores, o PDT teria mais dois eleitos – Edvaldo Moreira e Cemar Arnal; o PT também ganharia mais duas cadeiras e manteria os mandatos de Elias Ishy e Zé Silvestre. Laudir Munaretto (PMDB), Idenor Machado (DEM), Walter Hora (PPS), Juarez Amigo do Esporte (PRB) e Geraldo Salles (PSDC) completariam a composição.
Novos gastos
Nesta semana, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado retirou do texto o artigo que reduzia os percentuais de repasse das receitas dos municípios para as Câmaras.
Com a mudança, as Câmaras Municipais vão continuar a receber o montante previsto pela Constituição Federal, sem aumento nos gastos mesmo com a criação dos novos cargos.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tentou convencer os senadores a aprovar uma emenda ao projeto que proibia as Câmaras de aumentar seus gastos em 2009, comparando-se com 2008. A sugestão foi ignorada porque, se fosse aceita, o projeto teria de retornar ao exame dos deputados, para votação da mudança.
A emenda constitucional aprovada busca resolver uma polêmica criada em 2004, quando o TSE baixou uma resolução estabelecendo instruções sobre o número de vereadores a serem eleitos segundo a população de cada município.
A resolução redistribuiu os municípios em 36 faixas e deu nova interpretação à matéria, reduzindo o número de vereadores em 2.409 municípios. A decisão do TSE proporcionou ainda aumento no número de vereadores em 19 municípios.
Municípios
O Senado aprovou a PEC que confirma a criação de 57 municípios que estavam ameaçados de ser extintos. O risco existia porque esses municípios –quando foram criados –não seguiram uma emenda de 1996 que suspendeu a prerrogativa concedida aos Estados para autorizar a criação de novas cidades.
Pela emenda, os municípios só poderiam ter sido criados segundo uma lei federal que determinasse, por exemplo, o número mínimo de habitantes e a arrecadação necessária para a sua criação. O Congresso nunca aprovou tal lei, mas as cidades acabaram criadas.
A nova emenda também deve ser promulgada hoje em sessão do Congresso Nacional.
Para que a votação ocorresse, foram quebrados os interstícios regimentais, isto é, ocorreram numa mesma noite todas as sessões de discussão e os dois turnos de votação necessários para que se aprove uma mudança na Constituição.
A CCJ do Senado aprovou na semana passada a PEC.
Em outubro deste ano, o Senado chegou a aprovar projeto que, além de regularizar a situação das 57 cidades ameaçadas de extinção, define regras para criação, incorporação, fusão, desmembramento e instalação de municípios.
De acordo com a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), as 57 cidades reconhecidas hoje estão nessa situação. Na Câmara, os deputados haviam incluído também os municípios de Mojuí dos Campos (PI), Balneário Rincão (SC), Pescaria Bravo (SC), Paraíso das Águas (MT) e Nazária (PI) –os quais não foram incluídos na medida do Senado. Com informações da Agência Senado

Fonte: Folha de Dourados

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