Paraguai reforça fronteira com a Bolívia
Geral – 06/11/2009
Com o anúncio do fim de seis postos militares na região do Chaco, cuja utilidade era contestada pelos comandantes das Forças Armadas, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, deu início ao processo de remanejamento de recursos humanos e materiais aos quartéis da divisa seca com a Bolívia.Área considerada de risco máximo para a soberania nacional, a fronteira entre Paraguai e Bolívia é marcada pela imensidão seca do Chaco e pela escassa existência de população, o que faz com que traficantes e outros criminosos tenham via livre para praticar suas atividades ilícitas.Nos setores políticos, há, ainda, o temor de que a pouca presença paraguaia na região leve a futuras perdas territoriais, em um hipotético confronto militar com a Bolívia, tal como o travado entre os dois países na chamada Guerra do Chaco (1932-35).De acordo com o jornal ABC Color, com o remanejamento de militares para áreas mais próximas à linha imaginária que demarca o limite entre os dois países, a intenção do comando das Forças Armadas é contrabalançar o reforço realizado pela Bolívia em suas próprias bases militares.No caso boliviano, a justificativa oficial para o aumento do patrulhamento de suas divisas é o combate ao narcotráfico e à entrada de grupos criminosos ou paramilitares, voltados à desestabilização do governo de Evo Morales.A compra de aviões e materiais bélicos por parte das Forças Armadas bolivianas suscitou desconfianças no Paraguai, cujo governo apresentou protesto formal à Organização dos Estados Americanos (OEA), condenando a suposta carreira armamentista desenvolvida em vários países da região.
Fonte: Sopa Brasiguaia



