Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 Dourados 32 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Fronteira – 07/10/2008

“Assim como estão as coisas, o Paraguai perderá totalmente sua soberania econômica e comercial, passando a transformar-se em um pobre estado brasileiro”. Foi o que afirmou, em entrevista ao jornal ABC Color, o presidente da Câmara de Anunciantes do Paraguai (CAP), Esteban Morábito.Na opinião de Morábito, a gradual quebra do setor produtivo, agravada pelo cada vez mais intenso contrabando oriundo de dentro e de fora do Mercosul, faz com que o desemprego obrigue jovens e adultos em idade laboral a “aventurar-se” em outros países, esvaziando o mercado local.Apesar de respaldar o novo governo do país, encabeçado por Fernando Lugo, o dirigente afirmou que não viu “uma medida sequer tendente a combater realmente a sério o flagelo do contrabando”, que já teria provocado a quebra de 50% das pequenas indústrias existentes em meados da década de 1990.“O certo e o concreto é que nestes últimos 15 anos fecharam definitivamente 1,2 mil indústrias paraguaias e deixaram de ser criadas outras cinco mil, se existissem as condições propícias, podendo ter gerado milhares de novos postos de trabalho”, rememorou.“Seguimos esperando que o novo governo combata a sério o velho flagelo do contrabando e defenda o mercado interno de práticas desleais de países vizinhos como Argentina e Brasil […] Temos que deixar de ser ingênuos e fazer com que este Mercosul deixe de ser uma associação de hipócritas”.Para Morábito, enquanto produtos paraguaios encontram dificuldades para ingressar nos mercados de Brasil e Argentina, mercadorias contrabandeadas e sem qualquer garantia de segurança ao seu eventual comprador, “passeiam no Paraguai como se estivessem na casa da Mãe Joana”.“Falo simplesmente de nos defendermos, não como fazem os argentinos e brasileiros, que protegem diretamente criando todo tipo de barreiras externas, toda classe de impostos e subsídios a favor de suas indústrias, de maneira a desalentar qualquer concorrência, mesmo violando o Tratado do Mercosul”, disse.Nesse sentido, encontra-se em estudo no Congresso paraguaio a implantação da chamada “Lei da Concorrência”, que prevê a criação de mecanismos para evitar práticas desleais como o “dumping”, no qual grandes empresas oferecem artigos a preço abaixo de custo, com o intuito de enfraquecer os competidores.

Fonte: Capitan Bado

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial