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Para Trem do Pantanal chegar até Corumbá faltam R$ 100 mi

Turismo – 20/05/2009

Pelo visto só uma articulação política poderá exigir que a ALL (América Latina Logística) faça os investimentos necessários para levar o Trem do Pantanal até Corumbá. O Midiamax buscou informações junto ao diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), Bernardo Figueiredo e segundo a assessoria do órgão, caberá à concessionária definir de que forma vai investir no projeto de retomada da linha férrea que atravessa a maior planície alagada do mundo, entre Miranda e Corumbá. A ALL encerrou o primeiro trimestre de 2009 com prejuízo líquido consolidado de R$ 22,6 milhões ante perda de R$ 300 mil um ano antes. O resultado foi impactado por despesas financeiras maiores em um trimestre sazonalmente mais fraco para a companhia.Depois de pelo menos 13 anos desativado, o Trem do Pantanal terá que empolgar os turistas para visitarem as cidades do primeiro trecho (Campo Grande/Miranda), envolver poder público e a iniciativa privada para então, convencer a União que o retorno do transporte é viável. Obras emergenciais O presidente Lula lançou no dia 8 o Trem do Pantanal no trecho Campo Grande e Miranda e prometeu que ano que vem será inaugurado o trecho Miranda/Corumbá. Para mover de novo a locomotiva foram investidos R$ 18 milhões, segundo a ALL. Os principais problemas, acumulados ao longo dos anos (desde a década de 90 quando foi desativado) neste trecho, que precisam ser sanados para que o projeto aconteça de fato está entre Miranda até Agente Inocêncio, segundo a ANTT. É preciso recuperar a superestrutura ferroviária e substituir os trilhos. Para a Agência, para que ocorra nova autorização e as viagens possam se estender até Corumbá a ALL precisa terminar obras nas pontes (vazantes) dentro do Pantanal. Investimentos milionários O governo do Estado de MS e a ALL disseram que investir nesse segundo trecho exige investimentos altíssimos de pelo menos R$ 100 milhões. A ANTT (Resolução nº 3.045/2009) autorizou a prestação do serviço de transporte ferroviário de passageiros, de caráter não regular, com finalidade turística e cultural, para a Serra Verde Express Ltda. no trecho Campo Grande/Indubrasil a Miranda. A operação do trecho Miranda-Corumbá será complementar à operação atual. A ANTT informou ainda que investimento nesse valor são suficientes para recuperar o trecho de 146 quilômetros (Agente Inocêncio – Miranda), pois os restantes 84 quilômetros (Agente Inocêncio até Corumbá) encontra-se em bom estado. Sobre os recursos, a ANTT informou que caberá a concessionária ALL definir de onde terá fontes de investimentos já que a Agência não tem o papel de cobrar da ALL o aporte. Velocidade do Trem Jornalistas e políticos que fizeram a viagem inaugural do Trem do Pantanal no trecho Campo Grande/Miranda reclamaram da morosidade (de 10 a 30 quilômetros por hora). Ao Midiamax foi dito que era uma orientação dos engenheiros da ALL por conta da questão da segurança, já que a malha férrea está em fase de recuperação. De acordo com a ANTT, a velocidade máxima autorizada no trecho Miranda/Indubrasil para a circulação do trem de passageiros “é determinada pela concessionária em função das características da via permanente e do material rodante empregado”. Condições dos vagões Sobre o fato de que as condições dos vagões parecem precárias, a ANTT disse que “a inspeção da ANTT, em maio deste ano concluiu que os carros apresentam adequadas condições de segurança”. Na primeira viagem feita no último sábado ao menos 200 pessoas viajaram de Campo Grande até Miranda. A capacidade do trem é para levar 400 passageiros. Nessa viagem, a maioria teria desembarcado em Aquidauana, cidade do trecho considerado o mais bonito por conta do paredão da Serra de Maracaju, onde esportistas praticam rapel. Para quem mora em MS, ter de volta o Trem do Pantanal é ver um sonho realizado. O problema daqui para frente é a falta de algum estudo da ANTT sobre a viabilidade econômica que garanta a retomada do trecho Miranda Corumbá. Isso cria a idéia de que o projeto do trem turístico possa ser desativado no futuro se não houver passageiros, por exemplo. A ANTT alega que não existe previsão de estudos e que a concessão da ALL é para operar trens de carga.

Fonte: Midiamax

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