Casal foi condenado a 144 anos de prisão no total pelo estupro das quatro filhas adotadas. O homem é acusado de abusar das meninas, as agredir e ainda teria engravidado uma das vítimas, provocado o aborto e jogado o feto em uma fossa.

Segundo o registro do caso em Fátima do Sul, onde o caso aconteceu, as quatro meninas teriam sido estupradas pelo pai adotivo por mais de 7 anos, sendo que uma delas chegou a engravidar. Mesmo assim, ele provocou o aborto da menina e ainda jogou o feto e uma fossa. Além disso, as crianças já eram estupradas ainda no abrigo e, mesmo assim, foram adotadas e os abusos continuaram.

Restou ainda comprovado que a mãe, esposa do acusado, sabia e concordava com os crimes. Mais do que isso, ela afirmava que a culpa era das vítimas, que eram “assanhadas”. Até mesmo no interrogatório, como apontado na sentença, a mulher não chegou sequer a esboçar qualquer traço materno ou sentimento pelas filhas.

Ainda mesmo sabendo dos estupros, também concordou com as adoções, ciente que o marido continuaria com o crime. Então, na decisão da sentença, foi confirmado que o casal não tinha qualquer sentimento familiar com as meninas, sendo que das quatro vítimas, três hoje já tem mais de 18 anos.

Com isso, o homem foi condenado a 96 anos de prisão e já está detido, devendo continuar na cadeia. Enquanto a esposa foi condenada a 48 anos de reclusão e poderá recorrer em liberdade, mas cumprirá a pena em regime fechado.

A sentença foi publicada nesta sexta-feira (18) no Diário da Justiça, mas sem informações sobre as idades dos envolvidos. Por se tratar de um caso de estupro de vulnerável, o processo corre em sigilo.

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