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Pai e primo de Vorcaro presos: entenda julgamentos pausados por Gilmar Mendes no STF

Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estão presos e seguirão detidos enquanto não houver desfecho de julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal).

A análise de ministros da Corte está parada desde que um pedido de vista, para mais tempo de análise, foi apresentado pelo ministro Gilmar Mendes há duas semanas. As petições ligadas aos investigados estão na pauta da Segunda Turma e contam com dois votos para que continuem presos.

Além de um tempo maior de análise, o pedido de Gilmar pode sinalizar novas críticas ao voto de André Mendonça, relator das ações no Supremo. Em março, o magistrado teceu observações a um parecer elaborado pelo colega. Ele chegou a citar a operação Lava Jato e disse que Mendonça apelou para conceitos “elásticos” para decretar prisões

Apesar da observação, ele também votou para que prisões ligadas ao Master fossem mantidas.

Nos novos julgamentos, dois ministros se colocaram a favor da manutenção de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro. Ambos são alvo de investigações por organização criminosa e suspeita de condutas de intimidação.

O pai de Vorcaro também é apontado como beneficiário e operador financeiro do grupo “A Turma”. Investigadores consideram que ele atuou para manter o grupo criminoso em atuação junto com o filho e teve benefício próprio, sendo sustentado pelo esquema financeiro.

No caso de Felipe, Mendonça aponta que ele tem papel significativo em operações e na lavagem de dinheiro. O ministro se coloca contra a liberdade do primo de Vorcaro para evitar riscos para coleta de provas ou impacto a valores que serão utilizados para ressarcimento.

“Felipe Vorcaro assume papel significativo em reestruturações societárias e operações financeiras de alto valor, marcadas por elementos de ilicitude, em especial da lavagem de ativos. Em liberdade, não haveria óbice para que o investigado retomasse a frente das operações, o que representaria risco à coleta de provas e a eventual ressarcimento dos valores ilícitos transacionado”, cita em decisão.

Por regra, o prazo para análise pode alcançar até 90 dias e fica a cargo do próprio ministro, que pode decidir quando, dentro desse período, irá apresentar o voto. O ministro Luiz Fux, que também faz parte da Segunda Turma, apresentou voto acompanhando a decisão de André Mendonça.

Além de Gilmar Mendes, são necessários so votos de Nunes Marques e Dias Toffoli.

(Informações R7)

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