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Pai de vitima alega perseguição em denúncias de maus-tratos: ‘não tem provas’

Devid Bernardes, pai da pequena E.V.S.M, de apenas 6 anos, afirmou que as denúncias feitas ao Conselho Tutelar foram uma forma de perseguição, já que nenhuma delas comprovou maus-tratos contra a filha ou seus irmãos. Segundo ele, todas as denúncias partiram da mesma pessoa, que desejava prejudicar a família.

“Fizeram as denúncias e eu levei no local, o conselho viu que ela não era vítima de agressão ou violência psicológica. A pessoa não se deu por satisfeita e fez outra denúncia. Mais uma vez fomos à delegacia, e lá nos liberaram porque não tinha nada. De novo, não bastou, a conselheira veio na nossa casa e viu que estava tudo certo. Era sempre a mesma pessoa acusando”, disse.

Segundo o TopMídia New, Devid também cobrou que a denunciante apresentasse provas concretas, reforçando que a família sempre cuidou das crianças com responsabilidade, mesmo enfrentando dificuldades. “Quem fazia as denúncias estava nos perseguindo, porque não tinha provas. Não tem áudio dela apanhando, nem vídeo sendo maltratada. Cadê que essa pessoa mostrou a cara? Não tem nada”, afirmou.

Ele contou ainda que precisou interromper o trabalho diversas vezes para atender às visitas do Conselho Tutelar e da Polícia Militar, já que é o principal responsável pela casa. Emanuelly foi sepultada na manhã de sexta-feira (28), um dia após ser sequestrada, estuprada e assassinada por Marcos Willian Timóteo, conhecido como “Gordinho”, amigo da família. O suspeito foi morto em confronto com a Polícia Civil na manhã de quinta-feira (27).

Muito abalado, o pai lamentou a tragédia e comentou o impacto da perda. “A Emanuelly foi um anjo na nossa vida. Estamos muito abalados, tentando ser fortes, mas está muito difícil. Tem muita gente julgando, mas nunca imaginamos que algo assim pudesse acontecer. Se soubéssemos, teríamos mudado tudo”, desabafou.

Durante a entrevista, o pai de Emanuelly, Devid Bernardes, afirmou que, mesmo com a morte do suspeito, o sentimento de justiça não foi alcançado, pois a forma como ele morreu não chega perto da crueldade que cometeu contra a menina.

“Não conseguimos engolir, é como se ele ainda estivesse solto, procurando uma nova vítima. Familiares disseram que ele vivia pulando de galho em galho, sempre mudando de lugar como se estivesse tentando se esconder para continuar cometendo crimes”, relatou Devid.

Ao lembrar da filha, o pai se emocionou e chorou ao falar da ausência que ‘Manu’ deixará no dia a dia da família. “Ela era muito querida, muito amada. Vamos sentir muita falta dela. Emanuelly era feliz, alegre, brincalhona e muito apegada a mim. Eu levava ela para passear, para o shopping. Tudo que posso fazer pelas minhas filhas, eu faço”, disse o pai. (M.E)

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