O padrasto do adolescente, de 13 anos, suspeito de matar duas servidoras dentro, durante um ataque a tiros na terça-feira (5), foi ouvido pela Polícia Civil e liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A arma usada no crime é dele.
A informação foi confirmada ao g1 na quarta (6) pelo diretor-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin.
O homem esteve no colégio logo após o ataque e foi detido pela Polícia Militar. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejus) confirmou, durante coletiva, que há duas investigações em curso para apurar o fato.
A defesa do homem divulgou uma nota, nessa terça, destacando que o cliente colabora com as investigações e que ele não teve participação no ataque.
“Tem colaborado integralmente com as autoridades, tendo se apresentado voluntariamente tão logo soube do ocorrido e prestado todos os esclarecimentos necessário, sempre de forma transparente demonstrando total respeito às instituições e ao regular andamento das investigações”, diz parte do comunicado.
Servidoras mortas
As servidoras mortas foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Uma outra funcionária foi baleada no pé e uma aluna, de 11 anos, levou um tiro na perna. Segundo o governo do Acre, os feridos foram encaminhados para o pronto-socorro e receberam alta ainda na terça.
As aulas na rede pública e privada foram suspensas até sexta-feira (8). Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram enviadas para socorrer os feridos. Equipes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e do Instituto Médico Legal (IML) atenderam a ocorrência.
A polícia confirmou que o suspeito é um aluno do colégio, de 13 anos, que entrou armado na escola e foi apreendido após os disparos. A arma é do padrasto dele que foi levado pela PM-AC e está detido.
O g1 apurou que os alunos do turno da tarde já estavam em aula quando ouviram os disparos. Ainda conforme os sobreviventes, os alunos ficaram muito assustados no momento do ataque, se jogaram no chão e tentaram fazer barricada com cadeiras.
(Informações g1)




