José Tibiriçá Martins Ferreira

Por José Tibiriçá Martins Ferreira – advogado e produtor rural

Tenho em meus arquivos o primeiro jornal impresso no dia 21 de abril de 1951, que na sua primeira página teve a seguinte manchete: em breve, será instalada uma rádio emissora em Dourados.

VERTIGINOSA! A marcha de Dourados para o progresso. Eu não tinha nascido ainda, mas meu pai era assinante dele desde a primeira impressão e quando nasci no dia 01 de novembro, tive o privilégio de na sua edição de número 30, em 11//11/1951 ter meu nascimento anunciado na pagina 4.  Nascimento – desde o dia primeiro do corrente, acha-se enriquecido o lar do nosso assinante Sr. Abílio Ferreira e de sua esposa, residentes em Picadinha, com o nascimento de um robusto menino que recebeu o nome de José Tibiriçá. O seu redator chefe era o J. A. Capilé Júnior e nesses setenta anos o jornal que inicialmente começou em Ponta Porã em 1921 e circulou até 1925, retornou depois de 26 anos em Dourados, segundo consta nos anais da história.

É o jornal mais antigo do nosso estado, sempre divulgou fatos importantes da nossa região, editado diariamente com exceção dos feriados, tendo uma equipe de primeira grandeza sob o comando da família Torres. Por problemas momentâneos foi impresso pela última vez no dia 27 de setembro de 2019 com a edição de número 13.595. Encerrou assim um ciclo e a partir daí passou à era digital, mas muitas pessoas que tinham o hábito de receber o jornal em casa sentiram muito a sua falta, pois nem todos tinham o costume de acesso virtual. Costumava-se lê-lo logo após o café da manhã.

Para a alegria nossa voltou a circular em versão impressa a partir de 06 de fevereiro de 2020, sendo publicado semanalmente e tenho colaborado com artigos esporadicamente. Hoje são 5.000 jornais impressos, entregues gratuitamente ao cidadão que pode encontrá-lo nas bancas e na sede do jornal. Um espaço muito importante para relatarmos fatos de nossa região e assim fazer com que ele futuramente possa voltar diariamente com as notícias de primeira hora.

É muito gratificante para nós articulistas podermos colaborar com artigos sobre acontecimentos que ainda não foram relatados, afinal há muitos fatos que são desconhecidos da população douradense por questões terceiras.

Nossa cidade por si só, com a força de seus habitantes têm se desenvolvido muito apesar de estarmos numa guerra em que há um inimigo indivisível, mas não tira o ânimo de sua população.

Com o passar dos anos, nossos cerrados e matas inicialmente sendo utilizados por seus moradores dedicados à criação de gado e à exploração da erva mate nativa, hoje tem como carro chefe o agronegócio e aqui muitas empresas estão se instalando.

O jornal O Progresso foi muito importante e continua para divulgar a  grande Dourados no contexto nacional.

Parabéns pelos 70 anos de existência.

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