Organização criminosa estava de ‘olho’ na Rodoviária
Operação Brothers – 25/07/2009
Relatório da Polícia Federal sobre recente operação (Brothers), assinado pelo delegado Bráulio César Galloni, aponta indícios de que a organização criminosa que “esvaziava” os cofres públicos estava de “olho” na Rodoviária de Dourados. O esquema seria repassar a administração do terminal para empresários de São Paulo, e receber vantagem indevida por isto.A concessão aconteceu através da Lei 3.213 de 12 de janeiro de 2009, que autoriza o poder Executivo a conceder a operacionalização e a exploração dos serviços relativos ao Terminal Rodoviário Municipal. Prevê em seu artigo segundo (II) que a empresa vencedora no processo licitatório receberia concessão, porém com a obrigação de apresentar propostas de reformas, ampliação no prédio e área onde funciona a rodoviária. As investigações apontam que no mês de março um empresário investigado se reuniu com representantes de uma empresa de São Paulo, em Dourados. Uma equipe de policiais registrou o encontro. Representantes da Câmara Municipal e prefeitura também estariam envolvidos, aponta o relatório da Polícia Federal. Eles teriam a função de facilitar a concessão. A Polícia investiga os desdobramentos do que teria acontecido após as constantes reuniões entre o grupo e empresários de São Paulo. SANEAMENTOO esquema tinha os mesmos objetivos para o saneamento do município. Um dos membros investigados na Operação Owari aparece negociando a privatização do saneamento de Dourados com uma empresa do Rio de Janeiro. Durante as investigações ele aparece questionando o valor que seria destinado ao esquema caso a empresa ganhasse a licitação, provavelmente por meio ilícito. Há indícios de que a negociação aconteceu pelo menos três meses antes da Câmara de Vereadores aprovar projeto que municipaliza o saneamento.O objetivo seria privatizar o serviço, que seria repassado à empresa do Rio de Janeiro. O mesmo esquema seria aplicado em Mato Grosso e Santa Catarina.De acordo com relatório da Polícia Federal, assinada pelo delegado Braúlio César Galloni, para articular a transferência da concessão do saneamento, o esquema envolvia secretários municipais e vereadores. As negociações começaram no dia 2 de fevereiro. No dia 12 daquele mês, o articulador aparece informando a um dos secretários municipais que levaria o grupo do Rio de Janeiro para conhecer a prefeitura de Dourados. Dias depois, escutas mostram o articulador cobrando da empresa candidata o valor do montante que renderia ao esquema.
Fonte: Folha de Dourados



