Ordem para matar diretor de Bangu 3 pode ter partido do Presídio Federal em MS
Campo Grande – 17/10/2008
Secretaria de Segurança do Rio investiga se a ordem para matar o diretor do presídio de segurança máxima Bangu 3 (zona oeste do Rio), tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, partiu de presídios federais. A principal suspeita é de que os autores do crime sejam ligados ao Comando Vermelho e tenham matado o diretor em retaliação ao endurecimento de regras em Bangu 3.
O secretário de Administração Penitenciária do Rio, César Rubens Monteiro de Carvalho, informou que a Secretaria de Segurança suspeita que as ordens partiram do Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, mas ainda não há comprovações.
‘A percepção que temos é que esse tipo de crime não é cometido por um pé-rapado’. Ninguém mata ninguém no Rio se não tiver ordem de uma liderança forte’, afirmou ainda Cesar Carvalho, durante enterro do corpo do tenente-coronel, nesta sexta-feira.
Agentes penitenciários que trabalhavam com o diretor afirmaram que o governo do Rio retirou um carro blindado e a escolta disponíveis ao diretor. Sem se identificar, o grupo disse ainda que Lourenço era alvo de ameaças dentro do presídio.
O secretário Cesar Carvalho negou que a proteção tenha sido retirada e se queixou da falta de segurança ostensiva na avenida Brasil, onde Lourenço foi baleado quando passava de carro.
Aproximadamente 500 pessoas acompanharam o enterro, que aconteceu no fim da manhã desta sexta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste). Entre eles, cerca de 250 eram agentes penitenciários e policiais militares, que fizeram uma salva de tiros.
O chefe da Polícia Militar do Rio, coronel Gilson Pitta Lopes, negou faltar policiamento na avenida Brasil, onde o carro do diretor de Bangu 3 foi atingido pelos tiros.
O coronel disse não saber se Lourenço fazia uso de escolta atualmente. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, os diretores de presídios de segurança máxima têm direito a escolta de dois policiais militares, um carro blindado e coletes a prova de bala, mas as medidas eram opcionais.
Fonte: midia max



