Oposição quer “jogar bomba” do caso Renan ao PT
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou nesta terça-feira que a oposição quer jogar para o PT a responsabilidade sobre o processo de cassa
Delcídio do Amaral – 11/09/2007
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou nesta terça-feira que a oposição quer jogar para o PT a responsabilidade sobre o processo de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “É uma maneira sutil e inteligente de jogar a bomba no nosso colo. Na verdade, o que há são divisões em todos os partidos. Os senadores estão refletindo muito.”
Ontem, o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que o PT seria o “fiel da balança” na votação pelo plenário do Senado do relatório que propõe a perda de mandato de Renan –marcada para amanhã, às 11h.
Na semana passada, o PT votou a favor do relatório que recomenda a perda de mandato do peemedebista no Conselho de Ética do Senado.
Hoje, a líder do PT, Ideli Salvatti (SC), realiza uma reunião com a bancada para discutir o assunto. Paralelamente, interlocutores do Palácio do Planalto trabalham discretamente pela absolvição de Renan.
Oportunismo
Sem aceitar as acusações de oportunismo, Delcídio, que protocolou ontem um projeto de resolução que pede a abertura das sessões do plenário da Casa nas votações de perda de mandato, disse defender a “transparência” das atividades parlamentares. “Acho a sessão secreta ruim porque vão surgir várias versões e isso não ajuda. A população tem o direito de acompanhar o processo.”
O petista encaminhou ainda um requerimento de urgência para que o texto seja colocado em votação no plenário do Senado ainda nesta terça-feira, desde que haja acordo entre os líderes partidários. Segundo ele, quando há vontade política o tempo deixa de ser uma dificuldade. “Depende da vontade política, quando a Casa quer, faz.”
Delcídio quer aprovar o projeto em tempo recorde para permitir que, nesta quarta-feira, a sessão que vai votar a cassação de Renan seja aberta. O projeto prevê apenas que a sessão seja aberta, uma vez que a Constituição Federal determina que a votação seja sigilosa em casos de perda de mandato.
Para ser aprovado, o projeto de Delcídio precisa do apoio de 41 parlamentares. Se não houver acordo para o texto ser votado em regime de urgência, o projeto será remetido pela Mesa à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que analisará se há irregularidades na sua formulação.
Fonte: Folha



