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Operações Collusion e Simulatum investigam contratos públicos em MS

Redação –

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), duas operações simultâneas para apurar um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos públicos no município de Terenos. As ações foram batizadas de Operação “Collusion” e Operação “Simulatum”.

As investigações são conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão. O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

De acordo com o MPMS, a Operação Collusion apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de cometer crimes contra a administração pública, principalmente fraudes em processos licitatórios e contratos públicos. As investigações indicam que os envolvidos teriam atuado em conluio para obter contratos relacionados a materiais e serviços gráficos, firmados com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos desde 2021.

Já a Operação Simulatum investiga um esquema semelhante, porém direcionado a contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também a partir de 2021. Conforme as apurações, os investigados simulavam concorrência entre empresas, apenas para dar aparência de legalidade aos certames, quando, na prática, os resultados já estariam previamente ajustados.

Os nomes das operações fazem referência direta ao modo de atuação dos investigados. O termo “Collusion”, em inglês, significa conluio, enquanto “Simulatum”, de origem latina, remete à ideia de algo simulado, em alusão à falsa competitividade nos processos de contratação.

Além de Terenos, a operação também teve desdobramentos em Campo Grande. Um grupo de comunicação é alvo das investigações, com equipes do Gaeco cumprindo mandados na sede de uma empresa localizada no bairro Carandá Bosque, além de outros endereços ligados ao grupo.

Funcionários e dirigentes estariam nos locais acompanhando os desdobramentos da ação. O MPMS informou que novos detalhes poderão ser divulgados ao longo do dia, conforme o avanço das diligências.

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