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Odilon quer ouvir Beira Mar em quartel do exército

Beira Mar – 26/07/2007

O narcotraficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar, poderá ser levado para o quartel do Exército Brasileiro, em Amambaí. O jiz da 3ª Vara Federal, Odilon de Oliveira teria encaminhado um ofício ao Comando Militar do Oeste – CMO, solicitando permissão para realizar a audiência do processo em que Beira Mar é acusado de lavagem de dinheiro naquela cidade, acreditando que a base militar seria o único local com a segurança necessária para esse trabalho.
 
Odilon de Oliveira disse ainda que Beira Mar responde a dois processos. Um da Justiça Estadual, sob a acusação de homicídio; e outro na Justiça Federal, onde juntamente com outras 23 pessoas seria acusado da lavagem de dinheiro.
 
Consta que na denúncia do Ministério Público Federal (MPF) os acusados teriam lavado cerca de R$ 12 milhões. Para tal, teriam utilizado moradores de cidades fronteiriças, principalmente no município de Coronel Sapucaia.
 
As investigações tiveram início há seis anos e o inquérito, hoje, soma mais de 100 mil páginas. Cerca de 54 testemunhas deverão ser convocadas para prestar depoimento.
 
Translado
Para levar o traficante até o quartel de Amambaí, Odilon de Oliveira solicitou oficialmente o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Eles escoltariam o comboio de Campo Grande até o local da audiência, garantindo a segurança durante todo o trajeto.
 
Além do CMO, Odilon de Oliveira também encaminhou ofícios a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, solicitando segurança para o transporte de “Beira-Mar” de Campo Grande até Amambai.
 
O juiz faz questão de ressaltar que não existem motivos para que a população se preocupe com a presença de Beira Mar no Presídio Federal de Segurança Máxima da capital. Para ele as pessoas devem encarar normalmente a presença do traficante mais famoso do país em nosso Estado, já que é uma obrigação da União mantê-lo preso.
 
Além disso, enfatizou, dos presídios federais ninguém foge, uma vez que o esquema de segurança é muito rígido. “Até eu quando vou àquele local passo por revista”, finalizou.

Fonte: Folha de Dourados

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