OAB diz que acompanha as investigações policiais
Justiça – 08/03/2008
Em nota endereçada a folha de dourados através do atual presidente da Comissão do Advogado Criminal de Dourados, Maurício Rasslan representando o atual presidente da 4ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Sérgio Henrique Pereira Martins de Araújo, afirmou que os atentados contra os filiados da entidade estariam sendo acompanhados desde quando foram instaurados os inquéritos para apurar as autorias e principalmente os supostos mandantes.
De acordo com Maurício Rasslan, a OAB desde o primeiro momento em que foram registrados os assassinatos de Divino Mandele, que já se encontra arquivado, e de Nilson da Cruz e o atentado contra as vidas de José Pereira e Geraldo Assis, vem acompanhando todos os atos e procedimentos adotados pelas autoridades policiais e judiciárias quanto às investigações que poderão esclarecer todos os crimes ocorridos contra os membros da instituição.
A OAB ainda em nota lembra a reportagem que não cabe a instituição investigar por conta própria os atentados, e sim, acompanhar e fiscalizar todos os procedimentos adotados pela polícia. “Sabemos das dificuldades em esclarecer estes tipos de crimes principalmente por causa da falta de estrutura dos organismos policiais, bem como pela falta de testemunhas e de informações sobre os autores, no entanto, a OAB ainda tem esperança de que à polícia um dia chegue até aos pistoleiros e principalmente aos mandantes”, diz Maurício Rasslan lamentando que esta prática de crime contra a vida não só dos advogados, mais também de outras pessoas da sociedade é repugnante, covarde e intolerável e seus autores têm de ser identificados, presos e condenados pela justiça à pena máxima, uma vez que eles não dão a mínima chance de defesa para as vítimas.
Maurício Rasslan lembra também que a OAB do Mato Grosso do Sul quando do assassinato de Nilson da Cruz levou em mãos o episódio ao conhecimento do então Ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, solicitando que todos os fatos relacionados a atentados contra a vida do advogado e de outros que foram registrados em Dourados e no Mato Grosso do Sul fossem apurados e seus autores punidos de acordo com a lei vigente no país.
Pelo que se saiba, o pedido da OAB/MS não foi atendido, uma vez que até os dias atuais não é sabido que os federais estejam atuando nas investigações sobre os assassinatos e atentados contra os advogados douradenses.
No relatório entregue pela comissão da OAB/MS ao então Ministro da Justiça, eles requereram inclusive a intervenção da PF (Polícia Federal) nos casos, uma vez que em muitos dos atentados ocorridos nos últimos anos contra os advogados sul-mato-grossenses havia a suspeita de participação de policiais e ex-policiais como sendo os autores das execuções sumarias.
A OAB de Dourados de acordo com Maurício Rasslan não esqueceu as execuções e os atentados contra os advogados, e afirma que embora as investigações estejam sendo levadas a passos lentos pela polícia judiciária, a entidade continua acompanhando as investigações que poderão levar os envolvidos a prisão.
A OAB encerra a nota afirmando que a entidade está de porta aberta para receber eventuais denúncias que possam esclarecer os lamentáveis episódios que resultaram nas mortes e seqüelas graves nos seus membros e que trouxe para a instituição e para a sociedade de um modo geral a indignação e revolta pela forma covarde e fria como ocorreram os atentados.
Waldemar Gonçalves – Russo
Fonte: Folha de Dourados



