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O que é preciso para ser um doador de órgãos

Transplante – 25/12/2007

          Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. O Sistema Nacional de Transplantes conta com 22 Centrais de Notificação, Captação e Distribuição ligadas a órgãos estaduais e oito centrais regionais. As centrais cobrem praticamente toda a extensão territorial brasileira, com exceção dos estados do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.
 
           Estão credenciados, até o momento, 449 estabelecimentos de saúde e 1.033 equipes especializadas para a realização de transplantes no Brasil. As centrais se encarregam de receber os órgãos dos hospitais e fazer com que cheguem aos receptores, por meio de uma fila única.

   Em Mato Grosso do Sul, a Central Estadual de Transplante possui, ao todo, 19 equipes médicas preparadas para realizar transplantes de coração, rim, córnea e músculo esquelético. 
           
 
          Entre as atribuições da central de transplantes, em linhas gerais, estão: inscrição e classificação de potenciais receptores, recebimento de notificações de morte encefálica, encaminhamento e providências quanto ao transporte dos órgãos e tecidos, pedido de credenciamento de equipes e de estabelecimentos de saúde para a realização dos transplantes, esclarecimentos à população e cadastro de doadores voluntários de medula óssea.
 
           Em 2006 no estado, as equipes conseguiram fazer o transplante de 94 córneas, 42 rins, 3 músculos esqueléticos e nenhum coração. Neste ano, de janeiro a novembro, a Central realizou 175 transplantes de córnea, 44 de rim e 4 de músculo esquelético. Até o momento, nenhum de coração.
  
              Doação – Para ser um doador a pessoa precisa apenas informar a família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte do doador.
 
           A doação de órgãos é um ato pelo qual o doador manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação de morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.
 
          Uma pessoa pode doar vários órgãos e tecidos como: córneas, coração, pulmão, rim, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea, pele e valvas cardíacas. No cadastro voluntário de medula óssea, Mato Grosso do Sul possui 8,2 mil cadastrados.
 
           Também existem os doadores vivos. Estes podem doar um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que se possa ser transplantado em alguém de sua família ou amigo. Porém, este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.
 
           Para informações mais detalhadas, a Central Estadual de Transplantes funciona 24 horas e está localizada na avenida Afonsa Pena, 3.547. Os telefones de contato para informações são: 0800-647-1633 ou 3312-1400.

Fonte: Folha de Dourados

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