O cabo eleitoral online, por José Tibiriça Martins Ferreira

Diz o ditado que o relógio só funciona quando se dá corda.
Assim está havendo cabo eleitoral remunerado que pelas redes sociais divulga o candidato, muitos até fizeram treinamento, porque têm que saber vender o produto.
Como a campanha deste ano é muito diferente das demais, nossa cidade cresceu muito e a campanha era sempre de reuniões. Sempre ao lado, disfarçadamente havia um pucheiro, servido depois, ainda que proibido. Agora as regras mudaram e a maioria está apostando nas redes sociais, ninguém se esquece de cumprimentar os amigos no dia do aniversário. Como é proibido dar algum presente, considerado crime eleitoral, nem isso é permitido. Mas os bolos de aniversário ainda são assim são encaminhados por algum apoiador que faz a entrega, e faz a oração.
Certa vez um padeiro em Dourados, candidato à câmara tinha o costume de presentear com bolo, não se elegeu, teve que vender a padaria para pagar as contas de campanha.
Temos muitos colegas, conhecidos e “amigos/amigas”, já tive está experiência nas vezes que pleiteei ma vaga no legislativo. Na hora do voto muitos se calam, hoje são 347 neste pleito e em algumas famílias chamadas tradicionais, há de três a quatro postulantes. Uma disputa também dentro delas, afinal cada um pensa diferente e tem seu interesse particular. Aquele slogan de que família unida jamais será vencida caiu por terra, seu envolvimento na disputa ainda traz mais divisão muitás feridas.



