Número de infartos é 30% maior no frio
A incidência de infartos no aumenta sensivelmente, tendo como principais agentes responsáveis a baixa temperatura e a poluição
Temperatura – 27/07/2007
A incidência de infartos no aumenta sensivelmente, tendo como principais agentes responsáveis a baixa temperatura e a poluição, revela um estudo feito pelo cardiologista Luiz Antônio Machado César, do Instituto do Coração de São Paulo (Incor). Segundo o médico, quando a temperatura baixa de 14% o número de infartos cresce 30%. Mas não é só o risco do infarto. Outros problemas tendem a aparecer com mais freqüência, como os acidentes vasculares cerebrais (AVC), angina e arritmias.
O médico alerta que as pessoas que convivem com fatores de risco, como colesterol elevado, pressão alta e idosos, tornam-se mais vulneráveis nesse período.
A variação súbita da temperatura também poder contribuir para aumentar os riscos. “Pessoas que saem de um lugar aquecido para um ambiente frio disparam um gatilho para alterações cardíacas”, ressalta o cardiologista Leopoldo Piegas, que trabalha no Serviço de Emergência Coronariana do Hospital do Coração.
As pesquisas vêm esclarecendo como o frio afeta o coração. O médico esclarece que quando os receptores nervosos da pele sentem o frio ocorre liberação de adrenalina, que contrai os vasos sanguíneos de todo o corpo e o estreitamento do calibre dos canais de circulação do sangue pode levar a rupturas de placas de gordura. Com isso, proteínas e plaquetas do sangue são convocadas para reparação do dano, aumentando a possibilidade de formação de coágulos que podem entupir as artérias e provocar o infarto.
Fonte: Folha de Dourados



