Novo semi-aberto é pedido de Geraldo
Política – 04/10/2007
A decisão de construir um prédio próprio para o presídio semi-aberto em Dourados, anunciada pelo diretor-presidente da Agepen Hilton Villassanti Romero na semana passada, atende pedido que o deputado federal Geraldo Resende (PMDB) fez ao governador André Puccinelli. O anúncio já havia sido feito pelo próprio governador, no início de agosto, como uma conseqüência da reivindicação do parlamentar peemedebista. A decisão do governador foi tomada após Geraldo Resende (PMDB) ter enviado documento ao Parque dos Poderes apontando os problemas gerados pela manutenção do semi-aberto atualmente em área central de Dourados e alertando para a superlotação da unidade prisional que está instalada num prédio que havia sido projetado para abrigar escola e não um presídio. “O André entendeu a necessidade de remover o semi-aberto do local onde ele se encontra atualmente e deixou claro que isto será feito não apenas com o objetivo de afastar os albergados do centro de Dourados, mas, principalmente, para oferecer melhores condições para que os condenados possam cumprir o restante das penas em conformidade com a Lei de Execuções Penais”, enfatiza Geraldo Resende. Ao dar a notícia durante sua visita a Dourados, Villassanti disse que a futura unidade de ressocialização está sendo projetada para atender mil internos dos regimes aberto, semi-aberto e em liberdade condicional. O diretor disse que a instituição está procurando uma área adequada para a construção. Também atendendo solicitação de Geraldo Resende, o governador determinou que o centro de ressocialização possa capacitar os internos para se reintegrarem à sociedade, por meio de atividades profissionalizantes. “O governador quer que os internos das unidades penais sob administração da Agepen reconquistem seus valores como cidadãos e possam retornar à sociedade com uma profissão definida”, explicou Villassanti na oportunidade. Geraldo ressalta que a decisão do governo atende, ainda, à constatação de que não basta apenas transferir o estabelecimento penal de endereço. “O governador entendeu nossa preocupação, de que é preciso, também, garantir meios para que os detentos cumpram a pena em conformidade com o que determina a Lei de Execuções Penais e os preceitos dos Direitos Humanos, com instalações capazes de favorecer a reintegração destes homens à sociedade, inclusive, com a oferta de cursos profissionalizantes e supletivos para capacitar estas pessoas para o mercado de trabalho”.
Fonte: Da Assessoria



