A chegada do especialista em medicina da família e da comunidade, Waldno Lucena Júnior, à chefia da Secretaria Municipal de Saúde, para a qual foi nomeado ontem (11) pelo prefeito Alan Guedes (PP), pode por fim a imbróglio que se arrasta há quase três meses e impede que o colapsado sistema de saúde de Dourados conte com mais 09 leitos – dois de UTI e 07 clínicos.

Ocorre que o secretário Waldno Lucena Junior é professor da Faculdade de Medicina da UFGD e supõem-se que encontrará os caminhos para cessar queda de braço entre a Prefeitura de Dourados e a direção do Hospital Universitário, que vem penalizando a população local e regional.

Esses 09 leitos são remanescentes de uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que viabilizou, em março, a instalação de 10 leitos de UTI Covid e 20 leitos clínicos no Hospital da Mulher e da Criança, anexo e administrado pelo HU-UFGD. A pactuação foi firmada entre a SES e a Secretaria Municipal de Saúde.

Em Dourados, o sistema municipal de saúde funciona em gestão plena, onde a Prefeitura se compromete a prestar todos esses serviços em sua rede. Para isso, os repasses financeiros para a saúde vão todos para um fundo único municipal, administrado pelo município.

Depois de firmado o acordo, o Estado enviou ao HU/UFGD os equipamentos necessários à instalação de todos os leitos pactuados, além de ter viabilizado recursos para insumos e medicamentos. Mas desentendimentos entre o HU/UFGD e Prefeitura impedem a ativação dos 09 leitos.

Os leitos negligenciados poderiam estar ocupados por pacientes covid-19 de Dourados e região que aguardam vagas em fila.

Na tarde de ontem, mais dois pacientes da UPA de Dourados foram transferidos para São Bernardo do Campo-SP.

Mato Grosso do Sul já enviou 29 pacientes covid-19 para tratamento fora do Estado, do quais quatro morreram – dois de Campo Grande, um de Dourados e outro de Maracaju.

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