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PM morto a tiros em lanchonete é suspeito de surrar trabalhador de conveniência

Ou seja, Juciel Professor, policial militar, livrou-se da "lesão corporal dolosa", crime que poderia condená-lo por até um ano, porque a vítima preferiu poupá-lo.

11/02/2019 12h44 - Por: Folha de Dourados

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O soldado da Polícia Militar Juciel Rocha Professor, 25 anos, morto a tiros numa conveniência de Maracaju neste sábado (9), foi denunciado, em julho do ano passado, por ter, supostamente bêbado, surrado um rapaz de 21 anos, que trabalhava como caixa, em um bar da cidade.

Horas depois da morte do soldado – atingido nas costas e cabeça –, um dos envolvidos apresentou-se à polícia, três foram capturados e um quinto foi morto a tiros por ter "enfrentado os policiais", segundo versão da polícia local.

Para a polícia, todos teriam agido na morte do PM.

Agressão

O militar foi fichado por infração penal relacionada como crime de "lesão corporal dolosa [intencional]".

O caso foi lavrado no dia 24 de julho do ano passado, na delegacia da Polícia Civil local. Contudo, embora a vítima tenha declarado no início da denúncia que queria que o policial fosse punido, no dia 30 de janeiro, exatos 12 dias atrás, a Justiça arquivou a questão.

E sabe o motivo pelo qual o juiz do município, Marco Antonio Montagnana Morais, encerrou o caso, inocentando o policial? Veja:

Decisão Judicial

"De fato, extrai-se do termo de audiência de que a vítima manifestou desinteresse em representar contra o autor do fato, o que impossibilita a persecução penal em Juízo. Dessa forma, ante a ausência de condição de procedibilidade para o ajuizamento da ação penal no caso concreto, JULGO EXTINTA A PUNIBILIDADE de JUCIEL ROCHA PROFESSOR, regularmente qualificado, em razão da renúncia ao direito de representação por parte da vítima. CERTIFIQUE-SE desde logo o trânsito em julgado ante a preclusão lógica do direito de recorrer. ARQUIVEM-SE os autos", definiu o magistrado.

Ou seja, Juciel Professor, policial militar, livrou-se da "lesão corporal dolosa", crime que poderia condená-lo por até um ano, porque a vítima preferiu poupá-lo.

(TOP Mídia News)

 

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