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Pai suspeito de tiro acidental continua foragido e possui mandado em aberto

22/10/2018 17h46

Pai suspeito de tiro acidental continua foragido e possui mandado em aberto por violência doméstica

 

A Polícia Civil ainda não tem pistas do paradeiro do pai suspeito de tiro acidental em uma criança de 10 anos, que morreu após ser atingida no pescoço e ombro. Ao G1 o delegado Diego Dantas, responsável pelas investigações, disse que o homem de 44 anos deve permanecer preso, já que possui em aberto um mandado por violência doméstica.

"Ainda estamos a procura dele. A linha de investigação segue como homicídio culposo, por conta de um tiro acidental. Ele pode até ter a pena amenizada, mais para frente, no decorrer do processo. No entanto, quando encontrado, permanecerá preso por conta do mandado em aberto", afirmou o delegado.

Nesta segunda-feira (22), a polícia começa a expedir os mandados de intimação para as pessoas que estavam na casa, no momento dos fatos. "A mãe estava muito abalada, nós estávamos respeitando o luto. Agora, vamos ouví-la e também os avós que estavam no local. Eles conversaram antes, mas, agora vamos formalizar os depoimentos", ressaltou Dantas.

A arma, uma espingarda de calibre 36, também será encaminhada hoje para perícia, ainda conforme o delegado.

Perícia fala em acidente Logo após os fatos, por volta das 14h (de MS), peritos estiveram no local. A arma foi apreendida e a investigação apontou tiro acidental. Ao ser atingido, o menino morreu na hora.

Entenda o caso Vicente morreu após ser atingido pelo tiro em um assentamento, na zona rural da cidade. Testemunhas afirmaram que o pai dele é quem fez o disparo, de maneira acidental. Na ocasião, o homem estaria limpando a arma e pretendia vendê-la.

"A perícia esteve no local e apontou que o tiro foi acidental. A mãe está em luto neste momento e ainda não prestou depoimento. O pai, logo após os fatos, não foi mais encontrado e é considerado foragido. Nós precisamos falar com ele e estamos realizando buscas. As outras testemunhas que estavam na casa não souberam informar nada sobre a arma", afirmou na ocasião ao G1 o delegado Diego Dantas, titular da delegacia do município.

O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande. O caso foi registrado no dia 18 de outubro, como porte ilegal de arma de fogo e homicídio culposo .

Fonte: G1-MS

 

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