MATO GROSSO DO SUL

Junto com associação alvo da PF, Sesi levou cinema para 14 cidades de MS

Para a Polícia Federal, o Instituto Origami é um dos envolvidas em esquema de contratações superfaturadas para desviar dinheiro público por meio de empresas de fachada

19/02/2019 15h07 - Por: Folha de Dourados

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Em parceria com o Instituto Origami, uma das empresas investigadas na Operação Fantoche, o Sesi (Serviço Social da Indústria) levou cinema gratuito para 14 cidades de Mato Grosso do Sul.

O Cine Sesi Cultural foi lançado pela Fiems (Federação da Indústrias de Mato Grosso do Sul) no dia 23 de agosto de 2010, no prédio da Casa da Indústria, em Campo Grande, local que teve o 3º andar vasculhado pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (19).

"Em parceria com as prefeituras beneficiadas, nós vamos exibir filmes de graça em telas gigantes instaladas nas praças públicas das cidades do interior onde não têm cinema. A nossa intenção é levar, de maneira itinerante, exibições de filmes, da mais recente produção brasileira", disse o presidente da Fiems, Sérgio Marcolino Longen, na cerimônia, conforme divulgado no site da entidade.

Naquele ano, os moradores de Amambai, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Chapadão do Sul, Costa Rica, Ladário, Miranda, Nova Andradina, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, São Gabriel do Oeste e Terenos tiveram cinema de graça.

No lançamento do projeto, foi divulgado que em Mato Grosso do Sul seriam 210 projeções, de filmes nacionais e internacionais.

Origami – No lançamento, a "parceria nacional" com o Instituto Origami, do Recife (PE), foi destaque. Na página da internet, a entidade se define como uma "associação de direito privado, independente, sem fins lucrativos e apolítica" que desenvolve diversas atividades, como a elaboração, concepção e realização de eventos e projetos artístico-culturais.

No site, o Instituto Origami divulga ser autor do Cine Sesi, "um projeto que já passou por mais de 600 municípios, em 12 estados, levando cinema de graça, cultura e diversão para mais de 4,7 milhões de pessoas".

Conforme a PF, a organização social é uma dos envolvidas em esquema de contratações superfaturadas para desviar dinheiro público por meio de empresas de fachada. O grupo de empresas investigadas está, conforme a apuração, sob o comando de uma mesma família que em 17 anos – desde 2002 para cá – teria lucrado R$ 400 milhões.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal não detalhou qual a suposta participação do Instituto Origami no esquema e nem o que exatamente é investigado em Mato Grosso do Sul.

A maior parte dos alvos é do Pernambuco.

(Campo Grande News)

 

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