FUNAI

"Amigo de Damares", pastor assume Funai e quer incentivar agricultura

"Vou trabalhar vendo as necessidades dos índios que vivem nas aldeias e nas áreas urbanas", diz Henrique Dias

15/03/2019 11h51 - Por: Folha de Dourados

 
Henrique (à esquerda) tomou posse nesta sexta-feira em Campo Grande. (Foto: Tatiana Marin) Henrique (à esquerda) tomou posse nesta sexta-feira em Campo Grande. (Foto: Tatiana Marin)

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Amigo de longa data da ministra Damares Alves, o pastor Henrique Dias assumiu hoje (dia 15) a coordenadoria regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Campo Grande e anunciou que ergue a bandeira da agricultura familiar.

Henrique Dias, da etnia terena, abriu o discurso de posse afirmando que é evangélico, crente, pastor e sempre vai começar as reuniões com uma oração. Ele conta que desde 2016 recebe convites para assumir o cargo, num pedido das lideranças indígenas, mas que só agora se sente preparado.

O novo gestor ficou mais de 30 anos fora de Mato Grosso do Sul, trabalhando no vizinho Mato Grosso em organização não governamental ligada à questão indígena.

Sobre Damares Alves, que é ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Henrique conta que são longos anos de amizade e a conheceu por meio do Conselho Nacional de pastores e líderes evangélicos indígenas.

Ele também afirma ter boas relações com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. O ministério comandado por ela assumiu as demarcações de terra indígena em 2019, antes atribuição da Funai.

"Vou trabalhar vendo as necessidades dos índios que vivem nas aldeias e nas áreas urbanas", diz Henrique. O novo coordenador afirma que vai entender o funcionamento da máquina administrativa, percorrer aldeias e atuar para resgatar o poder dos caciques e lideranças.

"Vou erguer a bandeira da agricultura familiar porque é um meio de sobrevivência", diz. Segundo ele, 15 mil dos 78 mil índios vivem nos centros urbanos. Para os projetos, vai pedir auxílio da bancada federal por meio de emenda parlamentar.

A coordenadoria de Campo Grande abrange os municípios de Aquidauana, Miranda, Nioaque, Bodoquena, Corumbá, Brasilândia, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. As aldeias são das etnias terena, kadiwéu, guató, ofaié e remanescentes de kinikinau. O orçamento anual é de R$ 175 milhões.

(Campo Grande News)

 

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