DOURADOS

Dourados: saúde pública, cobranças, mídias, vieses e resultados

É evidente que problemas ainda existem e precisam ser enfrentados. Há gargalhos de ponta a ponta no atendimento

07/02/2019 09h30 - Por: Folha de Dourados

 
Posto de Saúde da Vila RosaPosto de Saúde da Vila Rosa

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Ontem (06) estive no Posto de Saúde da Vila Rosa, que atende parte da zona Norte da cidade, onde resido. Sempre fui bem atendido nas vezes que lá estive como cidadão e jornalista ao longo dos anos. Um contraponto àquilo que é vendido em setores da imprensa e nas redes sociais, sobre um suposto caos, sem fim, na saúde pública de Dourados, que a rigor, assim como em todas as partes do País, enfrenta, sim, problemas com os serviços oferecidos pelo SUS, principalmente quanto à escassez de recursos. Tenho convicção de que há um certo exagero nas reclamações e politicagem nas cobranças.

As instalações do "postinho" da Vila Rosa estão climatizadas, há médicos e dentistas disponíveis, medicamentos e o atendimento é perfeito. As consultas são marcadas para poucos dias, quando não na hora. Confesso que sai de lá intrigado com a barulheira que ouço todos os dias na mídia e nas redes sociais.

Coincidentemente na manhã de hoje (07), conversando com a Fernanda Garcia, aqui da Folha de Dourados, ela me narrou algo parecido com o Posto de Saúde da Vila Santo André, no oposto da cidade, na zona Sul. Consultas marcadas e atendidas no horário, ambiente saudável, sem filas.

Chequei com algumas fontes as situações de outros postos de saúde e as notícias são alvissareiras. Então, é obvio concluir que se a chiadeira de outrora tinha procedência, o pior passou. Ótimo para a população.

É evidente que problemas ainda existem e precisam ser enfrentados. Há gargalhos de ponta a ponta no atendimento. No Hospital da Vida, por exemplo, a superlotação será resolvida somente quando o Hospital Regional do Governo do Estado estiver funcionando. Há demora nos exames clínicos. Boa parte dos equipamentos pertencem a grupos médicos que prestam serviços ao poder público e, claro, cobram por isso, como qualquer outro negócio, mas pairam algumas suspeitas.

Pela complexidade do SUS, o maior sistema de saúde pública do mundo, essa luta é perene – da Prefeitura, do Governo do Estado e da União. Aos procuradores e promotores de Justiça, à população, à imprensa, aos internautas e aos políticos cabem à fiscalização, mas sem vieses - partidário, discriminatório ou injusto.

 

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