Dourados

Prefeitura inicia desmonte do Museu Histórico

23/09/2013 13h12

Prefeitura inicia desmonte do Museu Histórico

Por: Folha de Dourados
 
 
O Museu Histórico de Dourados tem dias contados no prédio central - foto/arquivoO Museu Histórico de Dourados tem dias contados no prédio central - foto/arquivo

Numa decisão política unilateral, sem a devida discussão com artistas, historiadores, universitários, membros do Conselho Municipal de Cultura e outros atores no processo histórico-cultural, a Prefeitura fechará no início de outubro as portas do Museu Histórico de Dourados (MHD) no centro da cidade. O prédio construído em 1945 por ocasião da instalação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) por várias décadas abrigou a sede do Poder Executivo do município.

Com o pretexto de que o antigo paço municipal será reformado para atender as demandas da Secretaria de Assistência Social e Economia Solidária, a Prefeitura levará uma parte do acervo do Museu para um salão no primeiro andar da Rodoviária, absolutamente inapropriado. Outra parte será encaminhada ao pequeno museu com a temática da colônia agrícola no distrito de Indápolis. Como está descartada a volta ao prédio central, essa decisão representa um desmonte do Museu Histórico de Dourados para fortalecer as políticas assistencialistas.

A mudança do local e a divisão do acervo trarão prejuízo à sociedade douradense, principalmente às centenas de alunos das escolas públicas e privadas que procuram mensalmente o Museu que tem mais de 4,4 mil peças catalogadas doadas pela comunidade.

O MHD foi criado em 1977 pelo então prefeito José Elias Moreira já com a nova missão: “Educação da Cidadania através da História”, quando os museus do mundo inteiro deixaram de ser meros espaços de exposição e pesquisa, através de um tratado assinado em Santiago do Chile.

De 1977 ao início dos anos 2000 o Museu Histórico de Dourados teve muitos problemas de local até que o ex-prefeito e hoje deputado estadual Laerte Tetila alugou uma casa e o reinaugurou em 2002. Em 2006, ao transferir a sede do Executivo para os altos da Avenida Coronel Ponciano, Tetila o instalou no prédio central convicto de que finalmente, a história teria um local definitivo e apropriado.

Veladamente, entre os artistas e intelectuais de Dourados há o temor que o prédio doado pelo INDA (atual Incra) ao município, venha abaixo como dezenas de outros prédios históricos pela voracidade dos investidores imobiliários ávidos em áreas centrais e valorizadas. O prédio, que ainda abriga o Museu, é a única prova material da história de Dourados.

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