DOURADOS

Construído em 1971, casarão vira espaço para café e cultura em meio a natureza

Talvez seja por conta da natureza que chega em volta, ou pela porteira de madeira que dá acesso a uma pontinha do passado. O fato é que basta olhar para a arquitetura de um novo café em Dourados para perceber que não se trata de um lugar simples. Construída em 1971, a casa que abriga o novo espaço foi o que ficou de Weimar Torres, homem político que dá nome a uma das principais ruas do município, e hoje abriga cultura para todos os estilos.

19/04/2019 08h06 - Por: Folha de Dourados

 
Casarão se destaca, principalmente, pela natureza em volta. (Campo Grande News)Casarão se destaca, principalmente, pela natureza em volta.
(Campo Grande News)

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Talvez seja por conta da natureza que chega em volta, ou pela porteira de madeira que dá acesso a uma pontinha do passado. O fato é que basta olhar para a arquitetura de um novo café em Dourados para perceber que não se trata de um lugar simples. Construída em 1971, a casa que abriga o novo espaço foi o que ficou de Weimar Torres, homem político que dá nome a uma das principais ruas do município, e hoje abriga cultura para todos os estilos.

E como espaço é elemento de sobra na residência, não falta lugar para que o casarão ser compartilhado, por isso, entre salas e quartos, a casa também abriga escritório de arquitetura, consultórios de Psicologia, Nutrição e um restaurante.

Nas redes sociais, quem aparece com frequência é "Jatobá Café e Lazer" que ocupa uma das salas do casarão com café, pratos e eventos culturais que envolvem exposição, artesanato e incentivo ao teatro e a dança.

O lugar é sonho realizado do casal Julia Aissa, de 38 anos e Werther Fioravanti, de 37. Ela bailarina e produtora cultural. Ele músico e arquiteto. Durante um tempo eles viveram em Campo Grande, até que se mudaram para Dourados e decidiram viver a cultura de maneira empreendedora.

Ao pensarem em um lugar, Julia e Werther lembraram do casarão localizado na região central, rodeado por uma reserva, capaz de agradar olhares de quem mora ou visita a casa em qualquer época do ano. "É uma casa muito tradicional na cidade, todo mundo a conhece e admira", explica Julia.

Em resumo, a casa foi uma homenagem a Weimar Gonçalves Torres, conhecido como poeta e político, que faleceu em 1969 em um acidente de avião. Quando faleceu, a planta da casa que sonhava estava pronta, por isso, seu sogro, pai da Adiles do Amaral, com que se casou em 1951 decidiu construir a residência como forma de homenagear e realizar um sonho do genro.

Desde então a casa sempre foi admirada, pelo tamanho e pela natureza que a rodeia. "É um lugar muito agradável".

No local, além do café quentinho e os quitutes, o casal está realizando diversas atividades culturais, entre elas o "Cine Floresta" com sessões de cinema no espaço. "Como eu tenho essas relações com a dança, com o teatro e passei um bom tempo trabalhando com produção de eventos, o prazer em ter a arte perto da nossa vida é. Hoje, toda mudança é o que tem trazido felicidade", diz Julia.

Fazem parte do menu ovos, bolos, sobremesas, sucos, salgados, sanduíches e saladas. Há também, como carro-chefe, o café, entre eles os especiais que são moídos na hora.

Quem quiser conhecer o espaço. O local funciona de segunda a sábado das 14h às 20h e fica na Rua Izzat Bussuan – esquina com Rua João Rosa Góes, em Dourados.

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