Crônica

As confusões do sábado

02/08/2020 07h17 - Por: Folha de Dourados

 
Elairton GehlenElairton Gehlen

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Por Elairton Gehlen – escritor

O sábado é talvez o dia mais equilibrado da semana. Por estar entre a sexta-feira e o domingo pode-se dizer que está entre a alegria do fim de semana e a ansiedade pelo fim do fim de semana. Tem até poesia para o sábado e entre os que dizem: hoje vou tomar uma! e os que dizem que não bebem nem nesse dia podemos contar quase toda a humanidade! Não se diz isso do domingo ou qualquer outro dia da semana.

É no sábado! Sim. É no sábado que se fazem as maiores aglomerações na fila do açougue dos supermercados, não há decreto que afaste as pessoas da carne que vai ser assada no domingo. Tem gente que pede o preço da picanha e vai logo comprando três olhando para os lados como que a espera dos aplausos, mas tem quem pede o preço do filé, daí pede o preço da alcatra, do coxão mole, finalmente lembra de uma receita espetacular para uma costela: aquela, por favor!

Sábado é o único dia da semana que começa em dois horários diferentes. Oficialmente começa à meia-noite, exatamente quando finalmente acaba a sexta-feira, mas há quem afirme por fé que começa às seis horas da tarde ou meio imprecisamente quando o sol se põe.

Além dos horários para o início do dia, há uma grande dúvida mundial sobre se sábado é o sexto ou o sétimo dia da semana. Ainda que a Bíblia garanta que é o sétimo, existe uma norma internacional ISO 8601 (International Organization for Standardization) que assegura que sábado é o sexto dia da semana, vá lá entender!

Certo é que culturalmente o sábado é Dia de Saturno, Saturday em inglês, mas são os escandinavos que tiveram a maior inspiração para denominar esse dia: laurdag, que vem da palavra laugr/laug, que levou os Islandeses a chamar de Laugardagur que significa, nada mais nada menos que "banho". Logo, laurdag é dia de banho. Parece que aí há um acordo quase generalizado, sábado é dia de tomar banho, há menos que esteja muito frio!

E porque hoje é sábado, independente de ser o sexto ou o sétimo dia da semana, eu estou com vontade de me aglomerar numa churrasqueira junto com meus filhos e amigos para comemorar o fim do mês de julho que já foi. Ah! Não fosse a pandemia!

 

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